Vestindo a Carapuça
   



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Músicos alagoanos são o show no Baile Municipal

Ontem à noite, durante o baile municipal de carnaval, tivemos mais uma prova daquilo que já sabemos sobejamente: os músicos alagoanos são de um valor e qualidade que em nada deixam a desejar em relação a qualquer orquestra de frevo ou de samba do país.
Um dos exemplos, e houve mais de um na noite, foi a orquestra capitaneada pelo nosso querido maestro Almir Medeiros que deu show em competência, animação e profissionalismo. Não precisamos de atrações interestaduais para garantir a qualidade das nossas festas, a menos que seja para ampliar a variedade e o conhecimento de novas leituras. Tirando isso, a alegria estará sempre garantida pelos nossos músicos, motivo de nosso orgulho.
Registro também a generosidade do nosso cooperado Lima Neto, um dos vocalistas da orquestra, que fez uma saudação pública à Comusa, Cooperativa da Música Alagoana, que é só mais um canal para o fortalecimento dessa mesma música que muito nos orgulha.

Parabéns Almir e seus músicos, parabéns afinadíssimo Lima Neto e parabéns Prefeito, que quando acertar, como fez ontem na escolha das atrações musicais, será merecedor de elogios. Quando não, estaremos atentos para criticar na busca de maiores espaços para quem vive o universo da música aqui.
Nem só de fantasia vive nosso carnaval.
Sóstenes Lima

Visite os blogs http://www.sosjatiuca.zip.net e http://tudoglobal.com/detudoumpouco



Escrito por Sóstenes Lima às 11h57
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Faz tanta diferença quando ela dança, dança.

Na minha cidade os tambores tocam um pouco mais cedo. Ela se veste de esperança e alegria e vai para as ruas festejar. Celebra o mar, o sol, o suor.

A minha cidade é assim, canta para esquecer os seus males e suas dores.

Há folia e menos maracatu do que se deveria. Mas há batuque sim. Há festa e folguedo.

Embora cortada pela cicatriz que lhe revolve as entranhas e separa periféricos de abastados, minha cidade dança. Em todos os lados. Com seus bois e seus pagodes. Seus trios e orquestras. Com seus litorais festivos e suas lagoas escuras e margens fétidas.

Minha cidade também chora enquanto faz a festa.

Mas faz tanta diferença quando ela dança...



Escrito por Sóstenes Lima às 12h01
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Do universo da música


 

 

 

Estive recentemente na feira Música do Brasil, evento realizado pela Funarte nesse mês de dezembro no Recife.

Para ser bem objetivo, da feira pude destacar, e vão aqui algumas obviedades:

O 1 milhão de reais gastos em banners poderia ter sido destinado à parte mais produtiva da feira que foi a construção da rede música Brasil, uma costura de entidades da sociedade civil, empresas privadas e poder público com o intuito do fortalecimento da cadeia produtiva e criativa da música;

Tudo que aparece como novidade na música tem um ou os dois pés fincados nas tendências musicais já consgradas no passado, a exemplo do samba, soul, velho e bom rock, bossa nova, funk, jazz, blues e tudo aquilo que ouvimos desde menininhos e que gostamos tanto, com algum, com pouco ou com muito auxílio da tecnologia digital;

Tudo o que não está na mídia vira gueto e esse é um problema de todos, não só da MPB (não é novidade);

Muita gente está fazendo música, o que escancara que a crise atual é do fonograma e não da música (novamente não vai aqui nenhuma novidade);

Foram eleitos dez pontos ou prioridades ou ainda uma agenda, como queiram chamar, para a música em 2010, chancelados, inclusive, pelo Ministro da Cultura Juca Ferreira, a saber:

1. Criação da ANM - Agência Nacional da Música.

2. Criação do Fundo Setorial da Música integrado ao Fundo Nacional de Cultura.

3. Estabelecimento de um novo marco regulatório trabalhista e desonerar a carga tributária para o setor criativo e produtivo da música.

4. Revisão da Lei de Direito Autoral através de processo de consulta pública.

5. Regulamentação imediatamente a Lei 11.769/2008 que institui a obrigatoriedade do ensino de música nas escolas.

6. Promoção do mapeamento amplo e imediato de toda a cadeia criativa e produtiva da música. Incluir o setor da música na matriz insumo-produto utilizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

7.Garantir a execução da diversidade da música brasileira nos meios de comunicação e fortalecer as redes de emissoras públicas, comunitárias e livres.

8. Estimular e fomentar a formação e organização de redes associativas no campo da música, pautadas nos princípios da economia solidária.

9. Fortalecer e fomentar ações de circulação através das redes de festivais, feiras, casas e espaços de apresentações musicais em sua diversidade.

10. Incentivar a criação de ações de exportação e aumentar o fomento às ações existentes, assim como regulamentar os mecanismos legais existentes para a exportação da música brasileira.

            E aqui, nas terras caetés, acredito que a Cooperativa seja um divisor de águas nesse ano de 2010 para a música, podendo interagir no viés político com os gestores de cultura de forma a se construir iniciativas mais consistentes de autosustentabilidade para a música, que andou um pouco relegada nesse ano de 2009.

            A todos um feliz 2010 mais musical.

Veja esse post no http://tudoglobal.com.br/



Escrito por Sóstenes Lima às 13h10
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De ninfas e de arte

Depois de um longo tempo de abandono, volto a esse quase abandonado blog. A partir de hoje minhas publicações estarão também-no site http://tudoglobal.com.br/, um portal de blogs da cidade.

O nome da coluna é "de tudo um pouco".

Aproveito para publicar o post inaugural.

Abraços em todos

Sóstenes

 

De ninfas e de arte

 

 

Na contramão da máxima dos tempos pós-modernos-neo-liberais da tendência ao isolamento e ao individualismo, duas dezenas de pessoas que atuam na cadeia produtiva da música, músicos na sua maioria, se unem para formar a Comusa, sigla com uma tez levemente poética, que remete às entidades mitológicas inspiradoras das artes.

Acreditar num paradigma que passa pelo viés da coletividade, nos tempos atuais, e em um estado cuja inaptidão atávica ao associativismo remonta ao extermínio da sociedade caeté e à república dos palmares,  eonde o louvor à crença pessimista de que nada por aqui dá certo, em outras palavras, em se plantando nada dá, parece delírio utópico desses senhores de sanha quixotesca. Mas o mundo ainda é dos que ousam e dos que pretendem contrariar os fatos ditos consumados.

E benditos sejam os ousados.

 E por que ninguém quer mandar na razão, mas sintonizar esta com os desígnios do coração, encontrando o ponto de equilíbrio que talvez tenha faltado ao Cavaleiro da Triste Figura, pretendem essas duas dezenas de pessoas dar a sua contribuição ao tão complicado processo de contribuir para a quem de direito possa e deva, estabelecer, estruturar e  formatar políticas públicas sustentáveis para a música.

Quiçá  os moinhos de ventos não sejam obstáculos intransponíveis à construção desse processo.

Que seja bem vinda a Comusa.

 

 



Escrito por Sóstenes Lima às 14h46
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De ninfas e de arte

Depois de um longo tempo de abandono, volto a esse quase abandonado blog. A partir de hoje minhas publicações estarão também-no site http://tudoglobal.com.br/, um portal de blogs da cidade.

O nome da coluna é "de tudo um pouco".

Aproveito para publicar o post inaugural.

Abraços em todos

Sóstenes

 

De ninfas e de arte

 

 

Na contramão da máxima dos tempos pós-modernos-neo-liberais da tendência ao isolamento e ao individualismo, duas dezenas de pessoas que atuam na cadeia produtiva da música, músicos na sua maioria, se unem para formar a Comusa, sigla com uma tez levemente poética, que remete às entidades mitológicas inspiradoras das artes.

Acreditar num paradigma que passa pelo viés da coletividade, nos tempos atuais, e em um estado cuja inaptidão atávica ao associativismo remonta ao extermínio da sociedade caeté e à república dos palmares,  eonde o louvor à crença pessimista de que nada por aqui dá certo, em outras palavras, em se plantando nada dá, parece delírio utópico desses senhores de sanha quixotesca. Mas o mundo ainda é dos que ousam e dos que pretendem contrariar os fatos ditos consumados.

E benditos sejam os ousados.

 E por que ninguém quer mandar na razão, mas sintonizar esta com os desígnios do coração, encontrando o ponto de equilíbrio que talvez tenha faltado ao Cavaleiro da Triste Figura, pretendem essas duas dezenas de pessoas dar a sua contribuição ao tão complicado processo de contribuir para a quem de direito possa e deva, estabelecer, estruturar e  formatar políticas públicas sustentáveis para a música.

Quiçá  os moinhos de ventos não sejam obstáculos intransponíveis à construção desse processo.

Que seja bem vinda a Comusa.

 

 



Escrito por Sóstenes Lima às 14h46
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Coluna do Mácleim


 

 

Dia de Praia Caeté

 

Essas comemorações pela Emancipação Política de Alagoas, só valem a pena se cair num belo dia de sol, praia e água fresca, para que o que restou dos Caetés se reconheça

 

 

              Há seis anos, exatamente em setembro de 2003, escrevi para um dos periódicos locais o meu ponto de vista sobre o que resultou da Emancipação Política de Alagoas. Ao reler o escrito, Dia de Praia, percebi que nada havia mudado a não ser pelos novos índices vergonhosos ratificando que a não ruptura com o passado colonial, a elitização do poder político e a falta de educação, que não permite avanços e é uma construção política, nos atrela ao início da nossa gênese emancipatória, pelo o que de pior poderia resultar. 

             Por isso, como a maioria dos alagoanos não deve saber mesmo, nesse dia 16 de setembro são comemorados os 192 anos da Emancipação Política de Alagoas. O simbolismo da data já diz tudo. Principalmente, quando descobrimos ser irrefutável o fato de que, ao sermos emancipados por D. João VI, e desde então eximidos da tutela de Pernambuco, estamos até hoje reféns das maldades e estripulias políticas da elite alagoana e seus postulantes. Os mineiros sempre tiveram fama de espertos e ardilosos nas artimanhas políticas, porém, há que se questionar isso.  Não é de hoje que os políticos alagoanos, estes sim, é que são os verdadeiros mestres.  Há muito tempo desbancaram a fama e botaram os mineiros no bolso. Sejamos justos: alguns dos nossos com um elevado grau de periculosidade em quesitos encontrados apenas no código penal brasileiro. Volta-e-meia envergonham e humilham o pacato e ordeiro povo alagoano, perante a nação. São banidos e execrados em nível nacional, mas nada que o eleitor alagoano analfabeto ou fisiológico não resolva, conduzindo-os novamente à vida pública.

             Claro que para toda regra existe a exceção, porém, neste caso, até ela parece fugir à regra. É evidente que o exercício da política profissional, nos tempos atuais, exige de quem decide entrar no jogo que em algum momento abra mão de princípios éticos e morais, no mínimo pela conivência. Essa prática, por definição, parece ser a condição sine qua non para que os políticos trafeguem com desenvoltura nesse métier. Quem não estiver disposto a esse tipo de concessão não terá futuro; será esmagado e rapidamente descartado. Mas, não me interessa abordar o mérito da questão, já que o assunto é a Emancipação Política de Alagoas, sob outro ponto de vista, evidentemente. Portanto, não vou me ater também à velha página do nosso passado histórico. Até porque a história de 1817 é outra história. Lamentavelmente, nebulosa e sob o signo da traição.

             Voltemos ao contemporâneo, irremediavelmente repleto da nossa gênese histórica. Emancipados politicamente, desde então, temos demonstrado uma incrível capacidade de estado incubador de raposas políticas. Aliás, estas, infelizmente, parecem imunes ao fim que teve a raposa no clássico Ninho de Cobras, do grande Lêdo Ivo. Mesmo quando o país aponta nossos cancros, como fez recentemente uma enquete (no site da revista Veja) que perguntava qual estado tem a pior trinca de representantes no Senado. Naturalmente, Alagoas ganhou disparado com 53% dos votos. Também pudera, aqui foi forjado (escalando todas as instâncias) o bufante super-herói caçador de marajás, agora, alagoanamente, imortal. Aqui, taturanas, ratazanas e bichos escrotos, convivem em harmonia com a hipocrisia e a prática do homem cordial. Aqui, impiedosamente, a alternância no poder e a política praticada pela elite da tiborna, e seus fantoches, nunca foi capaz de gerar desenvolvimento e bem-estar para o povo. Pelo contrário, continuamos a reboque do nosso antigo tutor e somos sinônimo de atraso em todos os índices do IDH, batendo recordes nacionais e internacionais como, por exemplo, o de termos a capital mais insegura do país, com 104 homicídios por grupo de 100.000 habitantes, índice superior ao do Iraque. Nos últimos três anos o número de assassinatos subiu 63% em Maceió. Já se vão quase dois séculos da emancipação, que nos foi presenteada pelo imperador, e ainda não conseguimos evoluir de uma economia primária (cana-de-açúcar) e suas esdrúxulas relações patronais, que remontam à época do Brasil-colônia e nos coloca na dependência da importação de cerca de 80% do que consumimos.      

            Então, essas comemorações que as autoridades promovem em louvor à Emancipação Política de Alagoas, fazem sentido apenas sob uma micro-ótica direcionada ao núcleo da questão, e para os rapapés perpetuarem a hipocrisia nos palanques oficiais. São mecânicas e uma mera obrigação “cívica” imposta pelo estado. Portanto, só vale a pena se cair num belo dia de sol, praia e água fresca, para que o que restou dos Caetés se reconheça.www.macleim.com.br



Escrito por Sóstenes Lima às 15h13
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Um breve recado

 

 


 

 

Tenho visto e recebido mensagens de pessoas em relação a outras que se foram. Espero estar longe do meu dia e por isso mesmo gostaria de deixar um recado em relação a isso.

Primeiramente que quero partir com música. Muita música. Se isso acontecer, estarei nalgum lugar certamente alegre e risonho, e com a alma leve embalada nas claves, nos sutenidos e nos bemóis.

Se me for num dia de chuva, quero que saibam que brinquei muito na chuva e até já bebi suas gotas. Atolei meus pés na lama e nos charcos dos campos de várzeas, atrás de bola e em direção ao gol. Fiz muitos. Que já me entristeci e escrevi poesia nos vidros embaçados dos cinzas das janelas. Fiz tudo isso com muita intensidade por que sempre estive vivo.

Se me for num dia de sol, quero que saibam que sempre fui abençoado pelos seus raios. Que minha pele sempre o recebeu como um cântico e uma dádiva. Que já plantei muitas árvores. Que acompanhei o seu crescimento na busca do sol, como eu mesmo faço.

Gostaria de ter comigo meus queridos amigos e as pessoas que amei e que amo.

E meus filhos todos.

E que cada um leve de mim apenas o amor que por eles sinto.



Escrito por Sóstenes Lima às 09h38
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Ricardo Mota e a canção

Um (quase) réquiem para a canção
 
                                                                               Ricardo Mota
 
13/09/2009

Com seu delicioso mau humor, José Saramago, autor de “O Evangelho Segundo José Cristo” e “Ensaio Sobre a Cegueira” (os meus preferidos), disse que as pessoas cada vez mais reduzem seus vocabulários – usam, progressivamente (!!), menos palavras. E com um sorriso entre a ironia e o ranzinza, vaticinou que, no futuro, um homem há de dizer a uma mulher que a ama usando apenas um “uuuu”, ou “aagh”, como imagina ter sido na época das cavernas. E aquela há de se mostrar feliz e satisfeita com o pronunciado – por desconhecer outra linguagem que não esta. Há, é evidente, um tanto de exagero e desesperança na provocação do mestre das palavras, mas, devemos descartá-la?

O grande Chico Buarque fez pior em seu exercício “nostradâmico”. Previu que a canção, logo ela, vai morrer, fenômeno que é do século passado. Mas não foi o mesmo compositor que nos disse que “futuros amantes, quiçá/Se amarão sem saber/Com o amor que um dia/ Deixei pra você”? E que futuro haverá no amor se não houver mais canção? Dá pra imaginar um casal apaixonado, à meia-luz, ouvindo um hip hop ou um rap? É claro que para quem conhece – ou conheceu – a sinuosidade criativa das melodias que compõem o nosso cancioneiro; aprendeu a ser exigente com a forma de falar de amor “musicalmente”- quem teve essa experiência não pode supor nada semelhante ao que foi proposto acima.

Mas nem toda música é uma canção, nos ensina o linguista, professor da USP e compositor (faz um trabalho fantástico com a criançada) Luis Tatit. Há de haver uma combinação entre letra, melodia e harmonia. Se não, não haverá canção, só um amontoado de versos musicados. É quase como um status a denominação - canção. E bem sabemos que a riqueza da Música Popular Brasileira, o que a faz insuperável, é esse casamento perfeito ( não seria mais apropriado, nesse caso, falar em ménage à trois?). São os compositores-poetas (e “cancionistas” - na definição de Tatit) que fazem a diferença a nosso favor.

É do lado de baixo do Equador que podemos encontrar um caudaloso Vinícius de Moraes a cantar: “Assim como viver sem ter amor, não é viver/Não há você sem mim, eu não existo sem você”; ou o mesmo “poetinha” quase minimalista a revelar: “Eu sem você não tenho porquê”. 

Viajando no tempo, encontramos à beira da praia o inspirado e sem-pressa Dorival Caymmi, que consumiu dez anos da sua longa – e eterna - existência para descobrir que “Assim adormece este homem/Que nunca precisa dormir pra sonhar/Porque não há sonho mais lindo do que sua terra/Não há” - podendo, enfim, dar fecho e desfecho à sua magnífica “João Valentão”.

Da mesma época, quase? “Na Baixa do Sapateiro eu encontrei, um dia/A morena mais frajola da Bahia”, com a assinatura do mineiro Ary Barroso. Cartola? Mas como, se “as rosas não falam”, e ele foi a mais fina flor da elegância na canção? Seu sucessor, Paulinho da Viola, outro grande cancionista, “casou” com Hermínio Bello de Carvalho, Élton Medeiros, Paulo César Pinheiro, entre outros, e com eles gerou muitas canções. Mas, também, se virou maravilhosamente bem sozinho: “As coisas estão no mundo/ Só que eu preciso aprender” – e o fez para delícia do povo brasileiro.

E como se compõe canção bonita no Nordeste! São de Humberto Teixeira os versos - e a música - que apelam para "Calu": "Tira o verde desse zói de riba d'eu" (tira não). Até no tal domínio público - território do compositor desconhecido - há de se encontrar pérolas, como o fez Paulo Vanzolini, o "biólogo das canções" - "...E o cuitelinho não gosta/ Que o botão de rosa caia, ai ai ai".

Temos, é claro, o nosso maestro soberano. A seguir, no seu instante de captura de imagens pela canção: “É pau, é pedra, é o fim do caminho...”

Não, não há de ser o fim do caminho – ainda. José Miguel Wisnik, músico, compositor e professor da matéria, topou contradizer o Mestre Chico Buarque. Numa série de aulas-show, que apresentou no primeiro semestre deste ano - sobre “o fim da canção” -, assegurou que ela ainda perdurará por muito tempo sobre a Terra.

Tomara que assim seja. Mas se não o for, se a canção morrer, de fato, eu pediria que meu coração fosse enterrado ao lado dela. Mas, cá para nós, é muito mais justo que eu parta antes da minha amada.

 

http://www.tudonahora.com.br/conteudo.php?id=15




Escrito por Sóstenes Lima às 08h43
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Sou Artista, Luto!?

DIA DO ABRAÇO AO TEATRO DEODORO

Cem ANOS de Teatro Sem Teatro?

 

 

 

            No próximo dia 15 de setembro (véspera de feriado) acontecerá o Dia do Abraço ao Teatro Deodoro, uma iniciativa do Movimento Sou Artista, LUTO!? - um grupo bem engajado de artistas que se reúne, constantemente, para discutir estratégias e melhorias pro ‘fazer artístico alagoano’. Atualmente, o debate gira em torno da reabertura do teatro Deodoro. O movimento estuda ainda soluções de acessibilidade ao local, desvio de linhas de ônibus e medidas contra violência na região. No protesto do dia 15 de setembro, o grupo quer chamar a atenção para o Teatro fechado, culminando com um abraço coletivo ao redor do Deodoro e a entrega de um documento ao governador, Teotônio Vilela Filho, exigindo uma data para reabertura. Representantes de todas as linguagens artísticas participarão do Ato, assim como todo cidadão alagoano que queira abraçar um dos maiores patrimônios arquitetônicos do Estado de Alagoas.

 

 

Programação:

 

10:00h - Leitura do Manifesto Sou Artista, LUTO!?

10:30h - Apresentações Artísticas

12:30h Abraço ao Teatro Deodoro

13:00h - Cortejo ao Palácio República dos Palmares

14:00h - Entrega de Documento ao Governador Teotônio Vilela Filho

 

 

·        Coletivo Afro Caeté (cortejo)

·        Roberta Aureliano (Hino de Alagoas)

·        Rugas de Ouro (grupo de dança da terceira idade)

·        Urukongo por Denis Angola (Solo de Dança Contemporânea)

·        Ancestral por Khalazome – (Centro de Estudos e Pesquisas Afro Alagoano Quilombo - CEPAA)

·        Parada na Pista – Mary Vaz (performance)

·        Tempo – Carapuça Cia. Teatral (performance)

·        Regadores - +idéias (performance)

·        Teatro do Oprimido - Grupo Revolucionarte

·        Intervenções cênicas espontâneas (artistas presentes no Ato)

                                                                                                               Serviço:

 

·         Dia do Abraço ao Teatro Deodoro

·         15 de Setembro

·         10:00h (concentração)

·         Em frente ao Teatro

·         Apresentações artísticas, Abraço ao Teatro e Cortejo ao Palácio República dos Palmares.

 

 

             Sou Artista, LUTO!? È um Movimento que visa integrar as diversas linguagens das artes em pró dos Artistas Alagoanos. Sou Artista, LUTO!? É um grito de alerta aos que aliviados com nosso silêncio - quase eterno - saibam que resolvemos SAIR DA INÉRCIA e organizadamente criar ações a favor da nossa cultura. A primeira ação será um Ato de Amor e Respeito a uma das casas de espetáculos mais importantes de Alagoas – O Teatro Deodoro. Para demonstrar este amor, de forma artística e de sublime sensibilidade, iremos abraçar o Teatro Deodoro: “Deodoro eu Te Adoro!” No dia 15 de setembro - um mês antes dos seus 99 anos, as 10:00h. Em frente ao Teatro haverá uma concentração da sociedade em geral juntamente com artistas de todas as linguagens para unir forças a este Ato. Vestidos de figurino e/ou traje comum acrescido de uma faixa preta no braço. Iremos demonstrar nossa insatisfação com a falta de respostas e compromisso com esse Monumento Histórico de nosso Estado.

 

 

Assinam,

Os artistas alagoanos.

 

 

 

+inf. 8803-1535/9950-8765 (David Farias)




Escrito por Sóstenes Lima às 23h32
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Entrevista do Baigon

Foto Maíra Vilela para Gazeta de Alagoas


 

Copio o link para entrevista recente do Baigon para a Gazeta de Alagoas em que fala sobre a nova guinada em sua carreira, caindo nos braços da música instrumental.

Confira:



Escrito por Sóstenes Lima às 08h28
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Carta ao Eudes Fraga


Ouvi um disco do Eudes Fraga comprado a ele mesmo.

Fiquei impressionado.

Escrevi ao autor. Nunca enviei. Agora encontro a  Carta ao Eudes.

Publico. Compartilho com vocês.

 Impressionante a reação que a música nos causa.

Há uma chamada Bailarina que é maravilhosa.


Caro Eudes,

 

 

E porque hoje a noite aqui escorre as chuvas de um inverno tardio há no espaço qualquer coisa intensa. Há tua voz sibilando no vento recatado que não se atreve a esse frio nordestino. Frio do nordeste tem uma dimensão diferente e bem o sabes. Mas tocava aqui um disco e despejava notas sobre esse espaço. E encheu de plenitude esse momento. Era tua voz. E esse espaço. E poucos ouvidos. Meus dois e os de minha mulher e filha. Uma viola. Um violão, uma harmonia suave, quando suave. Cortante, quando cortante. E suave o corte que nos deixou na noite uma imprevisível interrogação sobre o que seria mesmo esse canto. E o que queria mesmo esse canto. E o que diria mesmo esse canto?

Não sei ao certo. Não são tantas as lembranças. São intensas. Ouvimos um assovio, vibramos com os acordes. Vivemos a melodia. Eu não sei viver no mundo em sapatilhas. É nas cantilenas que se resolve minha vida. A nossa vida. E acho que a pátria é de fato essa junção imediata de tons e acordes. De melodias e sobressaltos. A pátria está presente nas canções. Na Fortaleza. No molequim...obrigado por tê-las feito.

 

 



Escrito por Sóstenes Lima às 10h31
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Voltei...

 


 

Amigos.

Voltei.

Peço perdão pelo hiato. Férias. Uma parada necessária.

Voltei.

Vamos ver os que ainda terão paciência de ler.

Abraços.



Escrito por Sóstenes Lima às 10h10
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Porto Musical 2009

Revolucionário da rádio pública
 
 
Com uma lógica de programação ampla, que reflita a sociedade, Patrick Torquato - ou DJ Patrick Tor4 - criou sua marca; ele vai falar sobre o papel das emissoras no Porto Musical
Michelle de Assumpção
michelleassumpcao.pe@diariosassociados.com.br


A discussão sobre rádio pública e seu papel na potencialização e democratização da cultura musical já esteve mais

Tor4 critica modelo da Universitária FM, da UFPE, e diz que sonha com a Frei Caneca no ar. Foto: Edezio Aragao/Divulgacao
acirrada no Recife. Quando a cidade experimentou o boom de bandas musicais, a partir dos anos 90, o tema foi exaustivamente tratado em discussão que envolvia músicos, produtores, gestores públicos e mídia. Nada aconteceu. A cena musical do Recife sobrevive sem as rádios até hoje. A questão, no entanto, permanece sendo o grande gargalo da cadeia produtiva deste segmento. Por esse motivo, deve ser de grande audiência o debate que acontecerá no Recife durante a programação da conferência internacional sobre negócios da música, o Porto Musical. Patrick Torquato, também conhecido como DJ Patrick Tor4, é um dos principais nomes na gestão de rádios públicas no Brasil. Atualmente é coordenador artístico da rádio Cultura FM, do Pará. Sua palestra é sobre O papel da rádio pública na promoção das cenas culturais locais.

O convite para atuarno Pará surgiu depois que Tor4 deixou sua marca como diretor da Aperipê FM, em Sergipe. O exemplo da atuação da rádio dentro do estado é considerado como o novo panorama do radialismo público no Brasil. Aquele que comunga com a diversidade estética, com os talentos locais, com os sucessos do passado, do presente, bem como o anônimo que merece espaço, de hoje e também da antiga geração. Com a preferência pelo artista que não encontra espaço nas emissoras comerciais, apesar de produzir um trabalho de qualidade, independente do segmento. O radialista, que também faz as vezes de DJ, chegou a criar a "teoria do bloco musical", para orientar os programadores para na construção de uma grade musical plural , ao mesmo tempo, esteticamente coesa.

Patrick é graduado em Rádio e TV, mas não foi na universidade, e sim a partir de um vasto conhecimento musical, aplicado depois nos estúdios, que passou a revolucionar o conceito de rádio pública. Trabalhou com produção de eventos em Aracaju, morou em Salvador no auge da axé music, passou pelo Recife e outras capitais. Formou seu caldeirão sonoro nas andanças pelo país e no gosto desde moleque pela música que, ironicamente, não tocava nas rádios. Uma vez empregado, os artistas do chamado mercado "independente" passaram a ser seu principal arsenal. No programa da Aperipê FM, que o consagrou como radialista diferenciado, ele tocava de Gorillaz a Cordel do Fogo Encantado. As notas elogiosas na crítica especializadas deram uma projeção bacana ao trabalho de Tor4.

"Quando eu assumi a programação tentei estruturar essa lógica. A concessão de uma emissora pública tem que ter trabalho amplo, cultural, uma programação que reflita a sociedade, o que está acontecendo. Não é a coisa chata da MPB dos anos 80, instrumental, música clássica. Isso remonta a outro momento da rádio pública", critica Patrick, citando inclusive a Universitária FM, da UFPE, como uma emissora que ainda não acompanha o novo modelo. "A única coisa que é certa na programação dessa rádio é tocar só frevo no carnaval", coloca. A FM pública pernambucana também não faz parte da Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub), da qual Tor4 é o presidente.

"No final do ano passado começamos a nos organizar para cobrir o Fórum Social Mundial, que ocorreu em Belém. Eles (direção da Universitária FM) responderam nossos e-mails dizendo que tinham interesse em participar do nosso pool de emissoras. Foi o primeiro esboço de tentar se envolver com alguma coisa, mas eles têm problemas técnicos", diz o radialista e DJ, que confessa tocar em sua programação todos os lançamentos da música pernambucana. Patrick toca ainda em outro "calo" deste tema, em Pernambuco. "Eu tenho sonho muito grande que entre no ar a Frei Caneca. Estão perdendo a população e a comunidade artística", reflete.

Além da palestra, no dia 19 de junho, Tor4 faz discotecagem no praça Arsenal da Marinha (local dos showcases do Porto Musical), na noite do dia 18. Junto com o pool de emissoras da Arpub, ele também produzirá conteúdo coletivo para transmissão do Porto Musicalpara todas as emissoras associadas, através do mesmo satélite que transmite a Voz do Brasil.

 



Escrito por Sóstenes Lima às 09h16
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Porto Musical

» CONFERÊNCIAS E SHOWS
Junho é o mês de Porto Musical
Publicado em 28.05.2009

 

Evento reúne representantes de selos, gravadoras, sites, festivais, enfim, todos que têm interesse nas novas tendências do mercado da música

José Teles

 

O Porto Musical, que será realizado, pela quarta vez, no Bairro do Recife, de 17 a 21 de junho, volta a acontecer de forma independente, ou seja, sem estar atrelado à Feira de Música Brasil, prevista para setembro. Não é que tenha sido ruim para o Porto Musical, mas a feira acontece apenas duas vezes no mesmo Estado, então passa para outra cidade, comenta Paulo André Pires, da Astronave Iniciativas Culturais, produtora do Porto Musical, por sinal, a primeira ação da poderosa Womex (a grande feira de world music) fora da Europa: Comecei a frequentar a Womex a partir de 1995. Conheci os caras que fazem a Womex e eles se interessaram por Chico Science & Nação Zumbi, depois pelo Cascabulho e pela Cabrueira. Tivemos uma reunião em 2003 e, como já conheciam bem a música pernambucana, surgiu esta oportunidade de criarmos o Porto Musical, diz Paulo André.

Apoiado pelo BNDES, Ministério da Cultura e Governo do Pernambuco/Fundarpe, e tendo como parceiro o Porto Digital, o Porto Musical reúne representantes de selos, gravadoras, sites, promotores e agentes musicais, festivais e instituições culturais, além de pessoas interessadas e antenadas às novas tendências do mercado da música. As conferências serão no auditório do Porto Digital e no Teatro Apolo. Este ano traremos mais uma vez nomes importantes como, por exemplo, Christian Dittmar, do Fraunhofer Institute, onde foi inventado o MP3, continua Paulo André, que destaca outros nomes importantes, tais como o de Jonas Woost, da Last.FM, rádio online criada na Inglaterra, com milhões de usuários mundo afora, e dona do maior catálogo musical na internet.

Entre os convidados estão personagens que fizeram a história da indústria musical no século passado, tais como André Midani e Seymour Stein. O primeiro, todo poderoso chefão da Phillips no Brasil nos anos 70 (hoje Universal Music). O segundo, um dos fundadores da Sire Records e responsável pela contratação de estrelas como Madonna, e bandas punk e new wave dos EUA e Inglaterra  Ramones, Pretenders, Talking Heads, Echo and the Bunnymen. Embora estes caras tenham feito história e tenham muita coisa para contar, o que interessa discutir no Porto Musical é o futuro do mercado, comenta Paulo André. As conferências serão divididas em três plataformas: Go International! (com abordagem de temas ligados à exportação de música brasileira), Go Brazil! (com proposta de mostrar os rumos do mercado para quem pretende lançar artistas no Brasil) e Go Digital! (que trata da interação cada vez maior entre música e tecnologia). O objetivo é capacitar e estimular a criação de redes de profissionais, trocar conhecimentos, fazer contatos e gerar negócio. Para os interessados em conhecer os meandros do mercado musical nacional, é imperdível a palestra com o produtor Beto Villares.

SHOW CASE A Torre Malakoff será a base de operações do Porto Musical. No lado externo será montado o palco onde acontecerão as apresentações musicais, ou show cases (gratuitos), que serão abertas, às 19h, por Siba Veloso e Roberto Corrêa, que mostram o repertório do disco que lançaram este ano, o elogiado Violas de bronze. Entre os músicos que se apresentam no Porto Musical estão Burro Morto (PB), Naurêa (SE), Orquestra Contemporânea de Olinda (PE), Alessandra Leão (PE) e Curumim (SP) e Mad Professor (Guiana). Cada show case tem participação de um DJ. O sábado será dedicado a um gênero normalmente ignorado por eventos do gênero, o forró, com Chiquinha Gonzaga, Karolinas com K, Herbert Lucena, Josildo Sá (por coincidência, todos pernambucanos) mais o DJ alemão, Robert Soko: Realmente, forró raramente é incluído em eventos deste tipo, mas não é por discriminação, os próprios forrozeiros não se ligam muito nestas coisas. O que aconteceu agora foi uma parceria com a prefeitura, porque o Porto Musical acontece muito perto do São João. Até agora o único forrozeiro que conseguiu um mercado lá fora, assim mesmo também cantando outros ritmos, foi Silvério Pessoa, porque nunca foi feito um trabalho no sentido de exportar o forró. Mas eu acho que o forró tem potencial para ser vendido para o exterior. Já coloquei alguns grupos de forró, como o próprio Silvério e o Chá de Zabumba, no Abril Pro Rock. Queria que Maciel Melo estivesse nesse show do sábado, mas ele está com dois compromissos na mesma noite, explica Paulo André, acrescentando que as demais atrações convidadas para o Porto Musical foram escolhidas pela potencialidade que possuem de atrair produtores internacionais.

 

Durante a realização do Porto Musical, acontecerá a primeira reunião da Abrafin  Associação Brasileira de Festivais Independentes: Será uma oportunidade de juntar todos estes produtores que estarão no Recife, diz Paulo André, acrescentando que estão vindo caravanas do Sebrae, de Fortaleza, Natal e João Pessoa: Também vem muita gente da América Latina, Europa. Nas últimas edições, 30% das pessoas que compareceram ao Porto Musical eram de outros países. As inscrições para as conferências podem ser feitas no www.portomusical.com.br, e pagas em boleto bancário, ou cartão de crédito. Custam R$ 80 (antecipado) e R$ 100 (na semana do evento).

teles@jc.com.br


Escrito por Sóstenes Lima às 08h45
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Mais uma perda

Morre o músico Zé Rodrix, aos 61 anos, em São Paulo

 
O cantor e compositor Zé Rodrix, 61, morreu na madrugada desta sexta-feira (22), em São Paulo. O músico deixa mulher, seis filhos e dois netos.

Veja imagens da carreira de Zé Rodrix
Saiba mais sobre a carreira de Zé Rodrix
Ouça sucessos do cantor e compositor

Drika Bourquim/Divulgação

Zé Rodrix ganhou destaque na música durante a década de 70, ao lado de Sá e Guarabyra

Zé Rodrix ganhou destaque na música durante a década de 70

ao lado de Sá e Guarabyra

De acordo com informações do "Bom Dia São Paulo", o músico se sentiu mal e foi levado às pressas ao Hospital das Clínicas, onde morreu.
A assessoria de imprensa do hospital afirma que o músico deu entrada às 0h30 e morreu às 0h45. A causa da morte ainda não foi informada.
Rodrix, cujo nome de batismo é José Rodrigues Trindade, apareceu para o grande público em 1967, em um festival da Record.
Sua carreira ganhou destaque nos anos 70, quando trabalhou com o grupo Som Imaginário --banda criada para acompanhar uma turnê de Milton Nascimento-- e ao lado dos músicos Sá e Guarabyra. O trio se transformou em ícone do chamado "rock rural".
Entre as canções mais famosas de Zé Rodrix estão "Casa no Campo", famosa na voz de Elis Regina, "Mestre Jonas" e "Soy Latino Americano".
Nas décadas de 80 e 90, Rodrix abandonou a carreira musical para se dedicar à publicidade.
Em 2001, voltou a se reunir com os companheiros Sá e Guarabira para uma apresentação do "Rock in Rio". No mesmo ano, o trio lançou um DVD ao vivo, reunindo seus maiores sucessos: "Sá, Rodrix & Guarabyra: Outra Vez Na Estrada - Ao Vivo".



Escrito por Sóstenes Lima às 10h40
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