 |
Mensagem do Projeto Palco Aberto
E com esse post, que reproduzo do site do Projeto Palco Aberto, despeço-me dos amigos para um pequeno recesso no sítio.
Recarregando as energias para um grande 2006.
Meu obrigado a todos os companheiros e companheiras que nos visitam.
Escrito por Sóstenes Lima às 17h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Um palco aberto em Alagoas
Já imaginou o que significa um artista poder ter acesso a um bom palco, com uma boa estrutura de som e luz, ser entrevistado ao vivo pelo público presente ao show, sair do evento com um DVD editado, ter uma música gravada em coletânea, não gastar um único centavo e ficar com toda a arrecadação da bilheteria?
Melhor ainda: o que dizer então do fato desse artista estar totalmente à margem das cadeias produtivas de música, alijado do circuito de difusão comercial, talvez ainda em início de carreira, e poder contar com toda essa “infra”, além de dispor de um site na internet onde ficará disponibilizado o seu currículo, um trecho de uma canção e fotografias do seu show? Isso existe? É claro que sim.
Trata-se do Projeto Palco Aberto, em seu segundo ano de realização, sempre no segundo semestre, funcionando regularmente todas as quintas-feiras, às 20:30h, no SESC Poço, em Maceió.
Nascido da visão, tenacidade e persistência de sua idealizadora, aliado ao desejo de propagar e difundir a música local e contribuir com a formação de novas platéias, pagando-se um preço popular, o projeto é aberto a todos os músicos e bandas da cidade, por simples inscrição, até o preenchimento das datas, havendo, em caso de necessidade, uma seleção.
Idealizado pela Produtora Cultural Susie Cysneiros é uma boa pedida para quem deseja conhecer a música produzida em Alagoas. Para conhecer melhor o projeto, acesse www.projetopalcoaberto.com.br.
Hoje é o dia do lançamento do 2º CD do Palco Aberto. 20h, no SESC Poço, com apresentação coletiva dos artistas com música no CD, iniciando com show de Altair Pereira.
Estaremos lá.
Show de bola foi a cobertura dada pelas editorias de cultura dos veículos de informação de maior circulação local: Gazeta de Alagoas, O Jornal e Tribuna de Alagoas. De parabéns, portanto, respectivamente, Lelo Macena, Clévis Oliveira, Cristiane Calaça e, ainda, Gabriela Rodrigues pela matéria no semanário Alagoas em Tempo. É a imprensa alagoana cumprindo bem o papel que lhe cabe, e assegurando aos leitores a garantia constitucional, inclusive, do livre acesso à informação.
"XIV - é assegurado a todos o acesso à informação...;(Constituição Federal, artigo 5º)
Escrito por Sóstenes Lima às 13h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]

À guisa de retrospectiva (2)
2005, entre muitas promessas, foi também uma ano de ausências.
Uma delas foi o nosso grande compositor Chico Elpídio, forçado a um exílio por um acidente, mas fazendo falta nos palcos abertos da cidade.
Lucy Serralvo, ou somente Lucy, resolveu também não dar o ar da graça da sua belíssima e suave voz.
O Xique e Baratinho também foi um dos grupos a silenciar nesse ano que agora se encerra, deixando o seu público órfão, de certa maneira.
E o nosso Mácleim, companheiro de escrever besteiras aqui no blog, como ele mesmo diz, parceiro em alguns projetos e na incompreensão, resolveu direcionar suas energias para outros focos. Exceção feita às bolachas já publicadas e à divulgação na Educativa FM, nunca mais se viu ou ouviu nos palcos a sua performance peculiar, exceção feita ao “Alagoando”, onde cantou, evidentemente com alguma polêmica, prá variar, Jacinto Silva. Parece que está se guardando pra quando o Pixinguinha voltar.
Além desses, temos os que migraram em busca de melhores horizontes. Falo da “Oxe”, do Wado, do Siri e da Casa Flutuante, ausentes por aqui em decorrência da opção de viver lá.
Escrito por Sóstenes Lima às 12h45
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Balanço 2005

À guisa de retrospectiva (1)
Pretendo fazer um registro da minha memória sobre o ano de 2005, aqui em território caeté, abrangendo aquilo que vi, que não vi, mas que soube, especialmente em matéria de música. De qualquer maneira trata-se de um ponto de vista estritamente pessoal, embora desde já diga que aceito contribuições. Vou tentar segmentar, o que implicará em diversos “posts”.
Começarei de dentro de casa, pelo Vestindo a Carapuça, e aí vai um capítulo à parte. Apesar de não termos feito nenhum show só do grupo, esse ano, ele esteve em ação em algumas ocasiões. Deve-se levar em consideração que, em se tratando de um projeto coletivo, tivemos a inserção de diversos de nossos elementos no cenário. Não se pode esquecer o show que dividimos com a 082, em Jaraguá, na Marcílio Dias, que foi uma experiência que nos ensinou muito.
Vimos Ezra dar um pontapé para um show exclusivamente seu, e ela o fez no Projeto Palco Aberto, junto com o Naldinho, mostrando diversas canções do seu repertório autoral, aliás, como já faz no seio do próprio VC.
Tércio e seu cumbuca deram meio que uma sumida, mas deve-se levar em consideração que o rapaz esteve na Europa por duas vezes esse ano, o que certamente prejudicou sua aparição. No entanto, o retorno foi marcante no meu show de dezembro, tocando aquela conhecidíssima viola, e ocupando o seu papel de carapuça de altíssimo astral sempre.
Wilson Miranda fez o seu primeiro solo (creio) no Música é o maior barato, com um repertório totalmente voltado para as coisas do lugar. Bem regional e acompanhado de um time de craques, seu show foi uma das coisas boas do ano, sem contar a sua aparição no Palco Aberto dividindo o palco com Júnior Almeida.
Eu pude fazer diversas coisas esse ano. Dividi um show com o Roberto Diamanso, uma das gratas revelações do ano passado, já que o moço estava prás bandas de São Paulo no “Música é o Maior Barato”, e voltar ao Teatro Deodoro é sempre uma experiência fantástica. Fui receber o prêmio do Itaú Cultural em literatura, audioficções, em outubro, com a minha querida “Doralinda”, e pude mostrá-lo nesse mesmo show do Deodoro, sentindo do público uma empatia muito boa para com o trabalho. Em novembro pude tocar no Tom Brasil, com o Billy, abrindo o show da Adriana Calcanhoto, em comemoração pelos 5 anos do e-festival IBM que venci em 2002, e fui entrevistado pelo musicólogo Zuza Homem de Mello para o programa da Cultura exibido em 04/12.
Participação em shows coletivos teve o “Alagoando”, o show pela paz no trio elétrico na praia e na semana contra a DST/AIDS.
Agora em dezembro fiz o “Todas as carapuças”, onde pude ousar em repertório, formação, mostrando diversas músicas inéditas e que estarão no CD homônimo, tendo a oportunidade de tocar blues, rock, funk, reggae, além do meu regionalismo de sempre, algumas parcerias novas e contei com o talento de todo o Vestindo a Carapuça (menos a Miran, em luto grande pela sua perda), Nara Cordeiro, Clara Barreiros e a revelação Rosanne Rocha.
O melhor de tudo é que concluí a gravação, mixagem e masterização do meu CD, produzido também pelo Almir Medeiros (uma parte) e eu e o Baigon (a outra parte) que deve estar por aí no primeiro semestre do próximo ano, contando com a participação, cantando, do Vestindo a Carapuça, Leureny Barbosa, Wilma Araújo, Fernanda Guimarães, Marcos Farias, e, tocando, Quarteto Pau Brasil, Tião Marcolino, Everaldo Borges, Van Silva, Jiuliano Gomes, Téo Gomes, Norberto Vinhas, Ícaro, Almir Medeiros, Miran Abs, Wilson Miranda. Recebi as xilogravuras que irão ilustrá-lo, maravilhosas, um presente da querida artista paulistana Juliana Rego, cujo talento só não supera a sua simpatia.
Poderia eu ter tido um ano mais feliz?
(continua)
Escrito por Sóstenes Lima às 13h13
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Aos amigos e blogueiros,
E eu que aprendi, desde criança, que o Natal é muito mais que isso que o meu amigo Mácleim, cobertíssimo de razão, escreveu aqui embaixo, embora os interesses comerciais queiram-nos provar o contrário, só posso dizer a cada um dos meus amigos que devemos vivê-lo na medida de todos os dias. Cada um deles. Em cada um, o Natal. Então falemos com o nosso vizinho, façamos reavaliações, abracemos as pessoas, desejemos um feliz dia. Cotidianamente. Será muito mais honesto. Diz o salmista Davi: "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios". Muito mais que uma realização matemática, sabedoria é mesmo aprender a viver.
Escrito por Sóstenes Lima às 09h06
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Da coluna do Mácleim
Então é natal
Então é natal, e tudo que envolve esta data se estabelece. No trânsito, se estabelece o caos. Parece que de uma hora para outra os carros procriaram como coelhos e são conduzidos por cérebros apressados, impacientes, que parecem dizer a cada barberagem: é natal para você, seu fdp... Dante, quando descreveu o inferno, não foi capaz de imaginar que no futuro, na era moderna, nos dias que antecedem o natal, as cavernas do consumismo (shopping center), os super mercados ou qualquer birosca que venda algo que se possa definir como objeto de consumo natalino, fariam seu inferno parecer apenas um parque de diversões. Também, quem mandou os três reis magos começarem essa mania de dar presentes? Por falar nisso, se não vemos no próximo a cara de Jesus, não vejo sentido algum no presente de natal. O simbolismo se mistura ao apelo do merchandising e, no final, a história é essa: seu rei mandou fazer assim... Do contrário, quem não faz o que seu rei mandou fica fora do script que determina a troca de presentes e o sacrifício do peru (refiro-me à ave, é claro) que morre de véspera para a véspera. A não ser que o cidadão seja, realmente, um excluído. Aliás, são exatamente estes os que mais se parecem com Jesus e, paradoxalmente, são exatamente estes que ficam a ver navios na noite de natal, sem peru, sem presentes, sem nada.
Então é natal, e o verão com seu stress térmico também se faz presente. Porém, somos brasileiros e essa é só mais uma armadilha que o clima de um país tropical (ao contrário do frio e da neve) nos oferece para provarmos que o espírito da generosidade natalina também se estabelece e nos envolve com a dádiva da compaixão. Então, no primeiro sinal, nessa época, não nos furtamos a baixar o vidro do carro (com ar condicionado) e deixarmos escapar um pouco do nosso conforto e espírito natalino em forma de caridade e algumas moedas para o Jesus pedinte daquele sinal.
Então é natal, e estamos impregnados pelo espírito de solidariedade que prevalece, mas nada além de uma semana, no máximo duas, não mais que três. Afinal, esse é o tempo necessário para que os reclames da mídia consigam o efeito projetado pelos marqueteiros e nos leve direto para as compras e nos traga a consciência tranqüila da obrigação cumprida quando nos tornamos, mesmo que por um breve período, seres sensíveis às vicissitudes alheias. Ufa, ainda bem que logo, logo chega o reveillon e aí quem for podre que se quebre.
Então é natal, e as festas de comemoração pipocam. Toda festa de comemoração que se preze não pode faltar o tal do amigo-secreto e suas malas-sem-alça. Uma delas, quando sabemos quem vamos ter que presentear. A outra, quando ganhamos o presente. Mas o bom mesmo dessas festas é que sempre tem alguém (geralmente no final) que extravasa a vontade de dizer tudo o que pensa do outro, depois que o teor etílico embaça o cérebro e o frágil espírito natalino vai para o beleleu.
Então é natal, e só pode ser obra do tal espírito natalino minha capacidade de suportar a Simone cantando a versão brasileira de happy xmas, todos os dias, quando até John Lennon se emputece. Sem falar nas propagandas e os jingles que viram árvores de natal com aquelas musiquinhas e seus sinos irritantes.
Então é natal e, há muito tempo, nada muda nessa época. Há 20 anos a Globo continua apresentando o Roberto Carlos como atração de final de ano e ele, o rei fanho, segue cantando a mesma coisa de sempre: “quando eu estou aqui”... Porém, este ano, para mim, algo realmente mudou. Agora tenho certeza de que uma das coisas mais falsas do natal, Papai Noel, realmente existe. Afinal, acabei de comprar meu presente de natal. Assim, tomado de assalto por uma generosidade esquisita e repentina, desejo um feliz natal a todos vocês que perderam tempo lendo, até agora, esta atividade do meu pobre espírito natalino.
Mácleim |
|
|
Escrito por Sóstenes Lima às 08h52
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Vista aérea - restinga do Pontal - Barra Nova - Lagoa Mundaú
Estamos próximos de terminar mais um ano e tenho a sensação de que Alagoas entrou de vez na era da modernidade. Seqüestro relâmpago deixou de ser novidade e passou a ser incorporado como acontecimento “natural”, possível, portanto, de acontecer com qualquer um. E qualquer um mesmo. Já temos rebeliões semanais nos presídios, em decorrência da suposta superpopulação carcerária, com direito a degola e outros espetáculos, muito próprios desse metier, que supúnhamos restritos aos grandes centros.
Agora queimamos mendigos ou moradores de rua. A barbárie, que supostamente se explicava pela incapacidade de se lidar com a estrutura de poder, quando muito próximos a ela, ou em outras palavras, quando determinada casta tem a sensação de cidadão de classe superior, “filhos de” ou usuários contumazes da célebre pergunta “você sabe com quem está falando?”, que por aqui não era novidade, mas não chegava a esse extremo de falta de humanidade, já que a palavra civilidade, nesse caso, de há muito perdeu a sua contextualização.
A segurança pública agoniza, como sempre, quando constatamos que o poder público não tem qualquer ingerência ou ascendência sobre a máquina policial. Raro o crime cometido em que, pelo menos um dos envolvidos, não é policial, chumbeta ou algo que o valha.
Alagoas mudou. E não foi em paz, como quer induzir a propaganda governamental, embalada pela voz de um dos nossos mais destacados artistas. E o problema também não está no governo, embora, em primeira análise, seja a quem o cidadão deve se dirigir em busca de socorro. Uma mudança da figura do governador, seja quem for o candidato que o quadro sucessório aponte, não representará sequer esperança. Daí a ser a solução...
Houve um tempo em que essa mesma máquina policial, teleguiada por facções políticas, dirigia seus tentáculos apenas para o assassinato com finalidades políticas. Isso também mudou. O clima de impunidade gerado pelo acobertamento faz com que esses tentáculos tenham expandido os seus horizontes também para a esfera do crime comum. O delito contra o patrimônio. O furto. O latrocínio. O assalto a banco. Coincidentemente em períodos pré-eleitorais.
Esse não é um escrito de oposição ao governo, mas o desabafo de um dito cidadão comum, daqueles que se vê nas ruas, como cantava o Belchior, nos tempos idos em que os interesses da mídia comercial calaram a sua voz e de um outro tanto de artistas que passaram a ser “cult” para que o espaço da rádio, TV e shows públicos fosse ocupado pelo vizinho que quer comer o coelhinho de quem quer que seja (vide “Saia Rodada” e seu hit).
O que dizer do nosso judiciário, que em uma única semana soltou um político que mandou acorrentar e queimar vivo o seu adversário, foi capaz de visitar o local do crime sorrindo (foto publicada em um dos nossos jornais), mandou matar pelo menos mais três, em ocasiões diferentes, e não representa qualquer perigo à sociedade para que tivesse a sua liberdade restrita. Formalidades, ditas processuais, foram invocadas para a sua soltura que fere o senso comum e o incomum. Já na esfera eleitoral, outro ramo do judiciário, um cidadão, candidato a vereador, comprou voto, como todos, não pagou, como alguns, foi denunciado pelos seus “credores” na frente da TV, como só ele, foi eleito, teve o mandato cassado e, apontado como vítima pelo próprio chefe do executivo, teve o seu mandato restaurado por decisão do TRE.
De fato, entramos na modernidade com um pé na idade média, o outro no período colonial, os braços e a língua algemados ao sabor do melaço dos engenhos, a cabeça na ditadura, numa composição canhestra e bem típica da nossa restinga espremida entre o mar e Mundaú. Pobre Estrela Radiosa...
Escrito por Sóstenes Lima às 14h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Coluna do Mácleim

Aplausos
Um amigo músico e militante cultural, decepcionado e num tom de desânimo, me contou que havia encontrado um bem-sucedido empresário alagoano durante um vôo para São Paulo. Ao lhe perguntar se sua empresa (uma midiática e rentável imobiliária) costumava investir em projetos culturais, obteve a seguinte resposta: “investir em cultura não dá retorno”.
É triste, mas, eis a essência do pensamento de uma boa parcela do empresariado de Alagoas. Este cidadão que, diga-se de passagem, é uma pessoa cronologicamente ainda jovem, me parece uma espécie de cariolítico para a célula da cultura local, um ser carente de orientação e absolutamente desprovido de visão social moderna. Provavelmente, ele é do tipo de empresário que investe altas quantias financiando campanhas políticas que lhe possibilitarão vantajosas negociatas com verbas públicas, tornando duplamente dolosa sua postura negativa diante da oportunidade de investimentos em projetos culturais.
Pois bem, quem sofre na pele o desgaste que acarreta esse tipo de desinformação, são os artistas e os produtores culturais que necessitam dos contratos de patrocínio para viabilizarem seus projetos. Por sua vez, por tabela, o público alagoano deixa de ter bons espetáculos à sua disposição todas às vezes que o horizonte limitado pela ignorância fecha portas capazes de por em prática boas idéias culturais. Por isso, posso avaliar o quanto há de heroísmo na realização de espetáculos, a partir de médio porte, que geram empregos diretos e indiretos, agregando valores econômicos e culturais a um número expressivo de pessoas.
A falta de sensibilidade para o entendimento destes valores sociais inerentes a toda produção cultural, demonstra, antes de tudo, uma estreiteza cidadã de grade parte do empresariado local, além de uma total indiferença pela comunidade a qual pertencem. Principalmente, se considerarmos em última análise, a sustentação econômica que está comunidade lhes proporciona consumindo seus serviços e produtos. A coisa evolui para um grau de burrice, quando essas pessoas, que se acham espertas, são incapazes de perceber que ao associarem à marca de suas empresas a um bom produto cultural, o retorno institucional positivo é tão forte e de tal poder de fixação, no imaginário do público consumidor, que extrapola o dimensionamento apenas pelo ponto de vista econômico. Como essas mentes funcionam à base de exemplos práticos, pois são incapazes do convencimento através da sensibilidade, que tal o exemplo da Petrobrás? Por mais absurdos que esta empresa cometa, tipo agressão à natureza, poluição e etc., seus investimentos cada vez maiores em projetos culturais de qualidade, tornaram-na uma empresa cidadã na memória ativa do povo brasileiro. Hoje, sua marca está associada, positivamente, aos produtos culturais que ela patrocina e não aos acidentes ecológicos eventualmente provocados por ela.
Todas as vezes que assisto a alguns espetáculos locais, patrocinados, aplaudo com entusiasmo e orgulho não apenas à garra de cada artista em cena e o resultado estético alcançado por eles. Aplaudo, também, o que consigo perceber além do que a coxia poderia esconder. Aplaudo o respeito dos patrocinadores, ao público alagoano, na proporção inversa à ignorância e falta de atenção daquele empresário pela sua própria cultura, pelos artistas locais e pelo povo de Alagoas.
Mácleim
Escrito por Sóstenes Lima às 07h27
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Matéria da Tribuna de Alagoas-14/12/05
|

14/12/2005 |
| SÓSTENES LIMA VESTE “TODAS AS CARAPUÇAS” |
| |
|
| |
São vinte anos de música e uma carreira influenciada por diversos estilos, desde o gospel ao funk. Para fazer um registro dessa trajetória, o cantor, compositor, escritor e produtor Sóstenes Lima apresenta amanhã, a partir das 20h30, no Sesc-Poço, o show "Todas as Carapuças", dando continuidade à segunda etapa do projeto Palco Aberto. No palco, entre canções inéditas e antigos sucessos, Lima fará experimentos com o trabalho apresentado por seu grupo, o Vestindo a Carapuça, somando à acústica usual o som do baixo, da bateria, da guitarra e dos teclados. "Farei um apanhado destes 20 anos de música, resgatando algumas das minhas várias fases, que passeiam pelo blues, rock, e o regional", diz o músico. A noite traz ainda a participação do grupo Vestindo a Carapuça e dos cantores Clara Barreiros, Marcos Frias e Nara Cordeiro, com quem Sóstenes dividirá a interpretação de algumas canções. "Será uma confraternização no palco", diz ele. O show faz a prévia de seu primeiro CD —"Todas as Carapuças"— já em fase de finalização, com lançamento previsto para o início de 2006. Já o segundo CD do Palco Aberto será lançado no próximo dia 29, quando acontece o encerramento de mais uma edição deste projeto que, segundo Sóstenes, é um dos mais importantes do cenário musical da atualidade, existindo poucos como ele em todo o País. "É um projeto que disponibiliza toda a produção executiva e exige do músico apenas a produção musical. Além disso, o Palco Aberto traz com ele o lançamento de um CD no final de cada edição e disponibiliza um site com informações sobre a música e os artistas alagoanos", destaca. Projeto Palco Aberto Com o objetivo de dar visibilidade à produção musical alagoana, surgiu o Projeto Palco Aberto com a sua 1ª Edição realizada no período de setembro/2004 a janeiro/2005, no bar Engenho Jaraguá. Durante 5 meses, todas as quintas foi apresentado um trabalho autoral diferente, totalizando 19 apresentações. No começo, os pocket-shows eram realizados na parte interna do bar e transmitidos por telão para a área externa. Com o tempo o projeto cresceu e ganhou a rua, concentrando cerca de 250 pessoas, em cada apresentação, para apreciar a música alagoana. Para que o público conhecesse melhor o artista, antes de cada show foi exibida a entrevista realizada por Liara Nogueira, com um resumo da vida profissional de cada integrante. Este formato e mais o apoio da imprensa ampliaram a visibilidade da nossa música. Além da mídia espontânea e da apresentação individual no projeto, cada artista tem hoje uma página exclusiva na Internet, com release e fotos para divulgação, além de seu show gravado em DVD. A 2ª Edição ganhou força com a parceria do Sesc Alagoas, passando assim a contar com a infra-estrutura física e técnica da entidade social do comércio, o que representa melhores condições de apresentações para os músicos e de acomodação para o público. Outra conquista importante é o apoio cultural do IZP (Rádio Educativa e TV Educativa) e do Governo do Estado de Alagoas. A 2ª Edição está sendo realizada todas às quintas, desde setembro/2005, indo até o dia 29 de dezembro de 2005, quando será lançado o CD desta edição. Na ocasião, ainda haverá show do cantor e compositor Altair Pereira. Este disco, assim como o 1° CD, conta com patrocínio da Algás. As duas edições do Projeto, contabilizarão mais de 30 shows, tendo apresentado os trabalhos autorais dos artistas: Allan Bastos, Altair Pereira, Basílio Sé, Carranca Nordestina, Clara Barreiros, Deyves, Dona Maria, Edson Bezzera, Everaldo Borges, Ezra, Fernanda Guimarães, Fernando Marcelo, Grupo Caçuá, Grupo Cumbuca, Gustavo Gomes, João Albrecht, Júnior Almeida, Mácleim, Marcos Farias, Max Dennis, Naldinho, Poeira Nordestina, Ruy Câmara, Santadica, Siri, Sóstenes Lima, Vestindo a Carapuça, Wilson Miranda e Zé Miltons. "Além da mídia espontânea e da apresentação individual no projeto, cada artista tem hoje seu show gravado em DVD para sua livre utilização, e sendo os mesmos transmitido na TV Educativa e no programa Som das Águas na Rádio Maragogi FM, além de página exclusiva na Internet, com release e fotos para divulgação", destaca Susie Cyneiros, uma das idealizadoras do evento. Para a 3ª Edição (2006) a proposta é ampliar o leque de visibilidade, firmando parcerias em outros estados e promovendo novas publicações que registrem a música alagoana. O projeto já vem sendo elaborado com intenção de ingressar nos benefícios da Lei Rouanet do Ministério da Cultura. Sóstenes Lima — Amanhã, a partir das 20h30. No Sesc-Poço — r. Pedro Paulino, 40, Poço. Tel.: (82) 2123 2440. R$ 5 e R$ 3.
|
Escrito por Sóstenes Lima às 10h40
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Links interessantes

Transcrevo aqui e-mail do Golbery Lessa:
Sóstenes, na página eletrônica do CPDOC/FGV, na parte de materiais para download, existem algumas das entrevistas feitas pela entidade com personalidades da cultura e da política brasileiras. O acesso é gratuíto e o cadastro pedido é muito básico, podendo ser feito em dois minutos. Após ler uma parte da entrevista do Otávio Brandão, na qual ele narra de maneira engraçada e leve a sua atuação em Maceió, percebi que seria bom refletirmos sobre as diferenças e as identidades existentes entre o momento dele e o nosso. A parte sobre Maceió, vai até a página treze, de um entrevista de mais de 150 páginas. Mas essas treze páginas são muito importantes para termos uma idéia sobre como era medíocre (e parecida com a de hoje) a sociedade civil maceioense da época. Vc poderia disponibilizar um link no blog para essa entrevista?
Abraço.
Golbery
Não deixem de ler. Eu recomendo.
(Clique na imagem)
Escrito por Sóstenes Lima às 12h28
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Matéria sobre Política Cultural
http://http://gazetaweb.globo.com/gazeta/Materia.php?c=80057&e=1206
Classificação: 
Matéria veiculada no caderno B da Gazeta de Alagoas assinada por Telma Elita. Muito interessante. Depois comento aqui.
Categoria: Link
Escrito por Sóstenes Lima às 12h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Meu show...

Clique na imagem para saber mais...
Escrito por Sóstenes Lima às 18h03
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|