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Texto do Mácleim

Carrapicho Olímpico
Finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos histéricos do irritante locutor da TV Globo tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios.
Pratico minha corridinha diária no que talvez tenha sido, algum dia, uma pista de atletismo do CEAGB, antigo CEPA. Assim, apesar de não ser atleta, me arrisco diariamente a uma contusão pela quantidade de buracos que parecem competir com o mato e os carrapichos que avançam e estreitam a tal pista, denunciando o descaso.
Além do descaso com o patrimônio público, o que choca mesmo é a irresponsabilidade cometida contra crianças e jovens humildes, que poderiam encontrar na prática esportiva um escape, uma válvula de saída, um presente-seta para um futuro capaz de torná-los cidadãos de cabeça erguida. Mas, será que existe o interesse em construirmos um Estado, um país de cidadãos de cabeça erguida? Não é o que parece. Por isso, afinamos, amarelamos nas competições e o nosso fracasso é sempre proporcional à nossa extensão territorial. Mas a gente se satisfaz com isso, não questionamos nada e seguimos com o nosso comportamento bovino.
Nunca se gastou tanto para uma Olimpíada. De uma delegação de 277 atletas, apenas 15 medalhas foram conquistadas. Cada uma delas custou cerca de 53 milhões de reais. Foi só isso o que conseguimos? Não! Conseguimos cair ainda mais na classificação geral, em relação à Olimpíada de Atenas. Quer saber por quê? Então me permita usar também minha parcela de sociologia de ocasião, tão em voga nos veículos de comunicação após cada fracasso olímpico. Pois bem, basta dar uma olhada na tal pista de atletismo do CEAGB e seu entorno. Olhe para a pista esburacada com os jovens descalços e desnutridos, treinando num esforço inglório, literalmente correndo mais riscos do que eu que, pelo menos, tenho um plano de saúde. Olhe, e tente entender qual a lógica dessa realidade.
A comparação, a partir de uma simples observação mais atenta, torna-se inevitável para que cheguemos, aí sim, à lógica dos governantes que desnivelam o que deveria ser preponderantemente nivelado. Olhe para a pista do CEAGB e olhe para os jovens que a utilizam. A ruína e a precariedade de um não combinam com o frescor, vontade e determinação do outro. Ainda mais se um é meta e o outro fim. Por isso, retrocedemos no esporte e fracassamos como país. Por isso, para saber como está a educação em Alagoas basta visitar o CEAGB e suas calçadas cheias de lixo e mato acumulados. Nem é preciso ir às salas de aula, basta ouvir o linguajar e o comportamento dos jovens e saberemos que tipo de educação eles recebem.
Se me fosse pedido fazer um resumo sobre o Brasil na Olimpíada, ou melhor, o desempenho dos atletas brasileiros nos jogos, eu diria que foi exatamente isto: a pista de atletismo esburacada e a piscina vazia, apodrecendo, do CEAGB; a falta de investimentos na base da formação intelectual e esportiva das nossas crianças; o Diego Hypólito caindo de bunda no tablado; a premonição do compositor Assis Valente, lá nos anos 40, com a canção Brasil Pandeiro; a essência positivista, todos por um, de alguns esportes coletivos; a real impossibilidade de medalha da maioria dos atletas que não tiveram a sorte de nascer em berço confortável e carregam a cruz da irresponsabilidade estrutural do poder público, tornando-os reféns das políticas desonestas nos setores básicos da cidadania; o choro {por que será que os atletas brasileiros choram tanto?} no desabafo do judoca negro, que, sem patrocínio sequer para ter uma academia onde pudesse treinar, pedia desculpas ao país por só ter conseguido um quarto lugar, quando o país é que deveria pedir desculpas a ele. E, finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos histéricos do irritante locutor da TV Globo (nas TVs da minha vizinhança), tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios, dignos de um provincianismo que beirava ao ridículo.
Assim, acho melhor não tecer mais qualquer comentário sobre a Olimpíada. Até porque não sou sociólogo de ocasião e concordo com o Diogo Mainardi, quando, sobre os jogos de Atenas, escreveu: ...“os meus atletas preferidos são os que chegam desacreditados aos jogos e, confirmando todos os prognósticos, perdem logo de cara”. Tal afirmativa sempre fará sentido enquanto não mudar esse eterno faz-de-conta brasileiro, esse engodo nacional. Pelo menos, esses atletas não servem à hipocrisia e dividendos políticos.
www.macleim.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 22h56
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Texto do Mácleim

Carrapicho Olímpico
Finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos estéricos do irritante locutor da TV Globo tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios.
Pratico minha corridinha diária no que talvez tenha sido, algum dia, uma pista de atletismo do CEAGB, antigo CEPA. Assim, apesar de não ser atleta, me arrisco diariamente a uma contusão pela quantidade de buracos que parecem competir com o mato e os carrapichos que avançam e estreitam a tal pista, denunciando o descaso.
Além do descaso com o patrimônio público, o que choca mesmo é a irresponsabilidade cometida contra crianças e jovens humildes, que poderiam encontrar na prática esportiva um escape, uma válvula de saída, um presente-seta para um futuro capaz de torná-los cidadãos de cabeça erguida. Mas, será que existe o interesse em construirmos um Estado, um país de cidadãos de cabeça erguida? Não é o que parece. Por isso, afinamos, amarelamos nas competições e o nosso fracasso é sempre proporcional à nossa extensão territorial. Mas a gente se satisfaz com isso, não questionamos nada e seguimos com o nosso comportamento bovino.
Nunca se gastou tanto para uma Olimpíada. De uma delegação de 277 atletas, apenas 15 medalhas foram conquistadas. Cada uma delas custou cerca de 53 milhões de reais. Foi só isso o que conseguimos? Não! Conseguimos cair ainda mais na classificação geral, em relação à Olimpíada de Atenas. Quer saber por quê? Então me permita usar também minha parcela de sociologia de ocasião, tão em voga nos veículos de comunicação após cada fracasso olímpico. Pois bem, basta dar uma olhada na tal pista de atletismo do CEAGB e seu entorno. Olhe para a pista esburacada com os jovens descalços e desnutridos, treinando num esforço inglório, literalmente correndo mais riscos do que eu que, pelo menos, tenho um plano de saúde. Olhe, e tente entender qual a lógica dessa realidade.
A comparação, a partir de uma simples observação mais atenta, torna-se inevitável para que cheguemos, aí sim, à lógica dos governantes que desnivelam o que deveria ser preponderantemente nivelado. Olhe para a pista do CEAGB e olhe para os jovens que a utilizam. A ruína e a precariedade de um não combinam com o frescor, vontade e determinação do outro. Ainda mais se um é meta e o outro fim. Por isso, retrocedemos no esporte e fracassamos como país. Por isso, para saber como está a educação em Alagoas basta visitar o CEAGB e suas calçadas cheias de lixo e mato acumulados. Nem é preciso ir às salas de aula, basta ouvir o linguajar e o comportamento dos jovens e saberemos que tipo de educação eles recebem.
Se me fosse pedido fazer um resumo sobre o Brasil na Olimpíada, ou melhor, o desempenho dos atletas brasileiros nos jogos, eu diria que foi exatamente isto: a pista de atletismo esburacada e a piscina vazia, apodrecendo, do CEAGB; a falta de investimentos na base da formação intelectual e esportiva das nossas crianças; o Diego Hypólito caindo de bunda no tablado; a premonição do compositor Assis Valente, lá nos anos 40, com a canção Brasil Pandeiro; a essência positivista, todos por um, de alguns esportes coletivos; a real impossibilidade de medalha da maioria dos atletas que não tiveram a sorte de nascer em berço confortável e carregam a cruz da irresponsabilidade estrutural do poder público, tornando-os reféns das políticas desonestas nos setores básicos da cidadania; o choro {por que será que os atletas brasileiros choram tanto?} no desabafo do judoca negro, que, sem patrocínio sequer para ter uma academia onde pudesse treinar, pedia desculpas ao país por só ter conseguido um quarto lugar, quando o país é que deveria pedir desculpas a ele. E, finalmente, a satisfação de não ser mais acordado pelos gritos estéricos do irritante locutor da TV Globo (nas TVs da minha vizinhança), tentando superdimensionar alguns momentos olímpicos pífios, dignos de um provincianismo que beirava ao ridículo.
Assim, acho melhor não tecer mais qualquer comentário sobre a Olimpíada. Até porque não sou sociólogo de ocasião e concordo com o Diogo Mainardi, quando, sobre os jogos de Atenas, escreveu: ...“os meus atletas preferidos são os que chegam desacreditados aos jogos e, confirmando todos os prognósticos, perdem logo de cara”. Tal afirmativa sempre fará sentido enquanto não mudar esse eterno faz-de-conta brasileiro, esse engodo nacional. Pelo menos, esses atletas não servem à hipocrisia e dividendos políticos.
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Escrito por Sóstenes Lima às 22h55
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Coluna do Proffa
Citius, Altius e Fortius; ou seria Lentiuns, Baixius e Fraquius?
As Olimpíadas de Pequim acabaram... Melhor, não passaremos mais vergonha.
Quando Prometeu roubou o fogo sagrado de Zeus e entregou aos mortais, ele deu início à forma mais linda de integração mundial. Naquele momento as nações propuseram-se parar com suas diferenças e resolveram promover a paz em busca do ideal olímpico.
Os anos passaram e algumas nações perderam esse espírito, bem como alguns atletas que burlaram as regras para ficarem mais parecidos com os Deuses do Olimpo... Que barbaridade! O Coração do Barão de Coubertin, “deve doer” muito em Olímpia.
E o Brasil? Complicou-se todo com a frase: “O importante não é vencer, mas competir”... Que resultadinho pífio... Um país com esse tamanho continental? Com cerca de 184 milhões de possíveis atletas? E, ainda ficou em 23º lugar, quase 24... Bem, quase um país bun... Concordo, até que “o importante é competir”, porém que seja com mais estrutura, respeito e dignidade.
Na realidade existe outra confusão tupiniquim que afeta todo um contexto histórico, exatamente sobre o lema olímpico... Quando se diz Citius, o brasileiro interpreta: mais rápido a habilidade de embolsar as verbas destinadas à educação, à cultura, ao esporte e à saúde; quando se diz Altius, o brasileiro imagina: mais alto são os índices de analfabetismo, de mortalidade infantil, de descaso com contribuinte e os questionáveis tributos; quando se diz Fortius: o brasileiro conclui: mais forte são os conchavos e o mascaramento para o enriquecimento ilícito por trás de competições esportivas de vultos internacionais.
O descaso com a nação e seus residentes, em prol do benefício próprio deixa o país à míngua... Sem conquistas, sem heróis... Acordando das cinzas o “complexo de vira-lata”.
Precisamos de investimento na base escolar, para que possamos almejar um futuro promissor... Precisamos de políticas concretas para deixarmos o ostracismo... Devemos parar com o “finge que me ensina, que eu finjo que aprendo”... Devemos fazer uma reforma generalizada... E, essa é a partida mais difícil. Quando mentir ou falar a verdade, se temos que vencer a nós mesmos?
(Bom, se pelo menos tirarem o Galvão Bueno do ar será de grande ajuda, kkkk.)
Ficamos aqui pensando o que terá dito o Seu Kreysson, com tamanha incompetência. Talvez, isso: - Ú Basíriu conquistorium maix uma medaria di látria, daix concruímus qui semus ú paix maix lentiuns, maix baixius i maix fraquius du sisteremas soláricus...
É! Quem sabe um dia?
Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!
Maceió, 28 de agosto de 2008.
Eduardo Proffa
(Morador da Villa)
eduardoproffa@yahoo.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 11h51
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Senhora dos Prazeres
Senhora dos Prazeres
No próximo dia 27, deste mês de agosto, será celebrada a festa de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió. A imagem da santa apareceu, pela primeira vez, sobre uma fonte em Alcântara (Portugal), na Quinta dos Condes da Ilha. A partir de então essa fonte foi chamada de santa porque sua água passou a curar várias enfermidades. Nossa Senhora dos Prazeres é a mesma Nossa Senhora das Sete Alegrias, devoção de origem franciscana. A imagem é representada tendo em suas mãos o menino Jesus e, em volta de seus pés, sete cabeças aladas de anjos, simbolizando suas sete grandes alegrias. As maiores alegrias, ou os maiores prazeres de Nossa Senhora, foram enumerados por um noviço franciscano e são os seguintes: a anunciação do anjo; a visita à sua prima Isabel; o nascimento de Jesus; a visita dos Reis Magos; o encontro de Jesus no templo; a ressurreição de Jesus e, finalmente, a sua coroação no céu.
Já deu para perceber que acabo de poupar uma visita ao google. Pois bem, ainda, prazerosamente, compartilhando os meus recentes conhecimentos, saberemos que: no Brasil, além de Maceió (o aquário), Nossa Senhora dos Prazeres é padroeira de Lages (SC), do Estado do Espírito Santo e do Santuário de Nossa Senhora da Penha (Vila Velha). Existem igrejas dedicadas a ela em Minas Gerais (Diamantina e Lavras Novas) e em São Paulo (Piracicaba). Porém, o templo mais famoso fica aqui pertinho, ao nosso lado, em Recife, nos Montes Guararapes e foi reformado pelos Monges Beneditinos em 1782.
Fiz questão de fazer esse rápido histórico, para tentar embasar uma teoria que me parece pertinente, ao saber que Maceió não é a única cidade privilegiada em ter a Nossa Senhora dos Prazeres como padroeira. Assim, como conclusão imediata, suponho que Nossa Senhora tem muitos outros compromissos e deve pairar bastante atarefada. Portanto, há de querer que os "viventes" (como diria o Enio Lins), desempenhem com mais zelo e sentido comunitário suas funções de cidadania. Por isso, tão ou mais importante do que preces e demonstrações de fé, bom mesmo seria se no dispuséssemos a auxiliá-la no zelo por esta cidade. Aliás, este ano é bem propício para isso. Podemos começar tendo clareza na escolha do nosso futuro alcaide e dos prestimosos edis, sempre tão servis. Além disso, que tal uma postura cidadã em prol da coletividade e, sobretudo, uma efetiva colaboração para que esta cidade seja melhor, mais fraterna, com mais justiça social, enfim, uma cidade digna de sua padroeira?
São sete os prazeres e alegrias de Nossa Senhora dos Prazeres. Sete, também, poderia ser o número de atitudes positivas que cada um de nós deveria ter para que Maceió - usando o velho e surrado bordão - volte a sorrir. Para mim, seria muito simples exemplificá-las, eu não teria nenhum grau de dificuldade. Mas, provavelmente, não significariam nada para qualquer outra pessoa, a não ser eu mesmo. Atitudes transformadoras são de foro íntimo, são concebidas na individualidade da consciência pessoal e, quando consistentes, podem sensibilizar uma coletividade. Como disse Maurice Duguit (filósofo francês), "as transformações do mundo são feitas a partir de uma minoria determinada, não de uma maioria conformada". Cada indivíduo deve ser capaz de saber quais as transformações pessoais que, repito, podem fazer jus à padroeira que temos.
Acho que tudo não passaria de retórica se, agora mesmo, eu não começasse a prática da minha argumentação. Para isso, aproprio-me de uma nova consciência porque sei que é o primeiro passo para novas atitudes. Aproprio-me da poesia porque sei do que a poesia é capaz e sei que: "Rainha de terra e mar/Senhora do azul do céu/Iara da Mundaú/Sereia das enseadas/Mãe d´ água de Maceió/ Sua graça é dos prazeres"*.
* Trecho da poesia Senhora dos Prazeres, de Ronaldo de Andrade
www.macleim.com.br
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Escrito por Sóstenes Lima às 10h30
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Naldinho no Projeto Misa Acústico - 23/08 (sábado) - 2,00 e 5,00 reais
-- Keka Rabelo Produção Cultural e Assessoria Keka_rrpp@hotmail.com 55 82 8811-7043/ 3355 1442
Escrito por Sóstenes Lima às 15h57
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Programação Cultural Maceió

PROGRAMAÇÃO CULTURAL
19 de agosto - Chau do Pife e documentário sobre a Banda de Pífanos Esquenta Muié - 19h -- Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro)
21 de agosto - Trio alemão Augur de música instrumental - 20h - Teatro de Arena Sérgio Cardoso
22 a 28 de agosto - Mostra do diretor sueco Ingmar Bergman - Cine SESI Pajuçara
Programação: - 19:00h Dia 22/08: A FONTE DA DONZELA (1959) - 18:30h Dia 23/08 : A FLAUTA MÁGICA (1975) - 19:00h Dia 24/08 : O OVO DA SERPENTE (1979) - 19:00h Dia 26/08: MORANGOS SILVESTRES (1957) - 19:00h Dia 27/08: GRITOS E SUSSURROS (1972) - 19:00h Dia 28/08: DA VIDA DAS MARIONTES (1980)
22 de agosto - Baque Alagoano - 20h - Museu Théo Brandão
23 de agosto - Naldinho - 20h30 - MISA
-- Overdoze - 21h - SESC Centro
25 de agosto - Show com os 15 finalistas do I Festival de Música do IZP - Teatro Gustavo Leite
27 de agosto - Gato Zarolho - 20h - Teatro Jofre Soares (SESC Centro)
28 de agosto - Jorge Vercilo - 21h - SESC Poço
-- Segunda atração do Projeto Arena de Homenagens: As canções que você
fez pra mim - Roberto Carlos - 20h - Teatro de Arena Sérgio Cardoso
06 de setembro - VII Tributo a Raul Seixas (com Cachorro Urubu e Os Beesouros) - 22h
- Iate Clube Pajussara
11 de setembro - Ezra Mattivi - 19h30 - Teatro de Arena Sérgio Cardoso
13 de setembro - Djavan - Ginásio do SESI
25 de setembro - 14 BIS - Teatro Gustavo Leite
09 de outubro - Sóstenes Lima - 19h30 - Teatro de Arena Sérgio Cardoso
15 de outubro - Adriana Calcanhoto - Teatro Gustavo Leite
07 de novembro - Roupa Nova - Metrópole Hall
13 de novembro - Deyves - 19h30 - Teatro de Arena Sérgio Cardoso
29 de novembro - Sóstenes Lima - 20h30 - MISA
11 de dezembro - Naldinho - 19h30 - Teatro de Arena Sérgio Cardoso ** Anne Katarine**
Escrito por Sóstenes Lima às 08h26
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Texto do Mácleim
Patrimônio Vivo
No dia 22 de agosto se comemora o Dia Internacional do Folclore. Porém, ano após ano, não consigo ver concretamente o que de fato se comemora. Não aqui. Não pela perspectiva da penúria em que vive a imensa maioria dos mestres e mestras de Alagoas. Nas melhores rodas nos ufanamos de sermos o Estado que possui o maior número de folguedos populares do Brasil, que temos a maior diversidade cultural e todos esses clichês que servem apenas para o pavoneamento intelectualoide de alguns e logo em seguida são relegados a meros dados estatísticos, que cumprem seu propósito informativo nos lampejos da vaidade caeté.
Raramente somos transparentes o bastante para nos posicionarmos diante dos fatos e admitirmos que não damos a devida atenção, social e política, às classes menos favorecidas da nossa população. E é justamente nelas que se mantém vivas as tradições da cultura popular alagoana.
Se, no Dia Internacional do Folclore, comemoramos a perseverança desses homens e mulheres simples que, à custa de sacrifícios inimagináveis e de uma abnegação comovente, carregam a tradição que lhes foi ensinada. Então, que fique bem claro isso. Se, no Dia Internacional do Folclore, comemoramos uma data estabelecida apenas para lembrar que aqui a cultura popular existe e sobrevive milagrosamente, e acaba servindo à exploração da privilegiada classe dominante, que se utiliza dessa cultura e seus atores quando lhes é conveniente, recebendo-os pela porta dos fundos em seus terreiros festivos e logo após lhes voltando às costas. Então, que também fique bem claro isso.
Aliás, já andei ouvindo par aí se deve ser folclore ou cultura popular a denominação correta para a expressão artística do nosso povo. A meu ver é pura masturbação intelectual que acontece em tertúlias de quem não põe a mão na massa e sabe muito bem que questões muito mais importantes e urgentes precisam ser pensadas e resolvidas nessa seara. Como, por exemplo, a obtenção de sedes para os grupos em seus locais de origem. Reivindicação antiga e constante dos mestres.
Na verdade, mesmo assim, temos alguns avanços ainda tímidos, mas que são avanços. Porém, como falar do nosso folclore, da nossa cultura popular, sem lembrar dos brincantes, dos mestres e mestras e suas agruras? A demagogia política de há muito detectou o quanto essas pessoas são vulneráveis por terem em si a transparência do clamor contido no propósito de expor a alma, a vida, no exercício de sua arte. São indefesos. Apesar da força arrebatadora do trupel nos ritmos marcados por instrumentos não-sofisticados. São manipuláveis. Apesar dos cantos e loas nas vozes ásperas e expressionistas que emanam do profundo abissal daqueles que de berço trazem a cultura popular pululando suas veias.
A penúria deles pode estar perversamente conectada ao nosso bem-estar. Por isso, chamem como quiser: assistencialismo, paternalismo, seja lá o que for, mas o que Pernambuco deu início e fez por seus mestres, através do projeto Patrimônio Vivo (os mestres da cultura popular de Pernambuco recebem um salário, mensal, que varia de 750 a 1.500 reais), para mim, chama-se RESPEITO.
Pois bem, bons ventos trouxeram ecos deste acerto pernambucano até nós. Claro, guardando-se às devidas proporções da nossa resistência e atemporal-idade elitista a tais avanços. Afinal, somos a “terra dos marechais” e não dos guerreiros e fandangos; cultuamos o bélico e não o lúdico; aclamamos a farda e os paletós, e não a fita e os espelhos; respeitamos o senhor de engenho e seu poder cruel e amargo, e não o “pisador” do pagode e seu canto agridoce. Mesmo assim, desde 2004, já podemos comemorar o fato do nosso Registro do Patrimônio Vivo estar em cena. Boas novas informam que mais três mestres foram selecionados e agora temos 17 contemplados, de um total previsto para 30.
A atual gestão da Secretaria de Cultura de Alagoas tem honrado o compromisso com os mestres e mestras contemplados. Isto é louvável e pode até não parecer, aliás, deveria não parecer, mas é um avanço sim. Porém, antes que pensem que a bolsa de 500 reais é tão somente um merecido prêmio de reconhecimento, um benefício complacente, um justo e necessário provento, embora parco, cumpre esclarecer que um dos critérios adotados para seleção dos contemplados é a capacidade de cada um passar adiante sua arte (em Pernambuco também é assim). É absolutamente compreensível e faz todo sentido. No entanto, exclui mestres e mestras que com enorme sacrifício já cumpriram esta tarefa e agora não podem mais continuar impossibilitados pela idade e pela saúde precária. O que é de cortar-coração. Enquanto isso, na casa de Tavares Bastos...
www.macleim.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 10h10
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Enviada pelo Proffa
Maceió – 12.08.2008 – Alagoas
De 10 a 16 de Agosto
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QUÊEEEEE? |
PROJETO: QUARTAS MUSICAIS |
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QUEEEEEM? |
JAN CLAUDIO, RÔMULO MELO E EZRA |
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QUANNNDO? |
QUARTA - 13 de AGOSTO – 20h00 |
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QUANNNTO? |
R$ 10,00 / R$ 5,00 (Estudante) |
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OOOOONDE? |
SESC - CENTRO |
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
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QUÊEEEEE? |
SHOW BENEFICENTE (Em prol do Nosso Lar) |
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QUEEEEEM? |
TIME MACHINE |
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QUANNNDO? |
QUINTA - 14 de AGOSTO – 19h00 |
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QUANNNTO? |
R$ 10,00 |
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OOOOONDE? |
SESC - POÇO |
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
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QUÊEEEEE? |
PROJETO: SOM NO ARENA |
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QUEEEEEM? |
GRUPO CHAMA LUZ |
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QUANNNDO? |
QUINTA - 14 de AGOSTO – 19h30 |
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