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Texto do Mácleim

Desafinaram o Pixinguinha
"Consternado, testemunho o assassinato com resquícios de crueldade do Projeto Pixinguinha. O corpo jaz abandonado no hall da Funarte, velado pelos próprios sicários."
Já se vão 22 anos, mas não importa. O tempo não é linear. "A linearidade do tempo é uma invenção Ocidental", de acordo com a saudosa Lina Bo Bardi. E, como tal, invenção não significa descoberta. Por isso, as lembranças são cristalinas, a sensação é a mesma. Lembro-me, como se fosse hoje, da alegria de ter sido selecionado para fazer a abertura de um dos shows do Projeto Pixinguinha, em 1986. Naquela época a participação de artistas locais, quando da passagem das caravanas do Pixinguinha, chamava-se "janela". E como era apropriado esse nome... Por ela vislumbrei inúmeras possibilidades. Quase todas de foro íntimo; quase sempre validadas pelas percepções intuídas em mim, que careciam de uma janela para se mirar. E lá estava ela; aberta de fora para dentro e, principalmente, de dentro para fora. A janela do Projeto Pixinguinha não era para ser pulada nem tomada de assalto. Era apenas uma bela janela, por ser ela, ao mesmo tempo, sala e janela, iluminava-se em convidados e anfitriões.
Shows no Teatro Deodoro, sempre lotado, foram os meus primeiros contatos ao vivo, com artistas brasileiros e suas criações maravilhosas. Hoje, grande parcela deles é referência da musicalidade deste país, catapultados que foram pela criatividade, talento, conteúdo poético-musical e, por que não, pelo Projeto Pixinguinha. Desde 1977, com um hiato de 7 anos, a essência do Projeto Pixinguinha foi mostrar ao Brasil, `que não conhece o Brasil´, o seu genuíno e melhor produto tipo exportação. Em paralelo, e isso não pode ser dimensionado, fomentou em músicos, intérpretes e compositores, aquela imprescindível vontade/certeza, às vezes adormecida, de que é possível sim, de que através do Projeto Pixinguinha as possibilidades de fato existiam. E o que era melhor: na contramão da mediocridade.
Da minha primeira participação, como janela, até a caravana de 2006, com o grupo vocal Nós Quatro e o músico mineiro Ezequiel Lima, percebi claramente que só um projeto como o Pixinguinha era capaz de proporcionar a inversão dos papeis. Dessa vez, era eu quem provava ser possível. Como aconteceu em São Leopoldo (RS), por exemplo. Lá, após o show, fizemos um workshop. A Celinha Vaz, com o Nós Quatro, fez uma bela demonstração de como se constrói arranjos vocais maravilhosos. O Ezequiel deu uma aula sobre contrabaixo, seu instrumento. Eu, falei sobre minha trajetória, minha construção diária, tijolinho por tijolinho. E depois... Bem, depois, aconteceu um momento que traduz com clareza uma das façanhas do Projeto Pixinguinha. Dois jovens me disseram que seus pais viviam pegando no pé deles, por causa da música, e que eles estavam dispostos a largar tudo e abandonar seus sonhos. Porém, depois do que viram e ouviram, não iriam mais abrir mão do que queriam ser. Iriam ser músicos, sim senhor!
No entanto, agora, se prenuncia a desconstrução de tudo isso. Desafiando à lógica, de onde menos se esperava sair algo inútil, inutilmente aconteceu. Custa-me crer que a mediocridade de rapina não tem mais limites. Desconsiderando toda uma história de acertos, construída por muitos, avançou com a gula pegajosa da mesmice e tomou de assalto a Funarte. O novo edital do Projeto Pixinguinha tem tradução, com exatidão, no texto do Paulo César Feital, que agora transcrevo e partilho-o com você, pedindo permissão para fazer do que ele escreveu, minha sincera e absoluta forma de protesto.
"Consternado, testemunho o assassinato com resquícios de crueldade do Projeto Pixinguinha. O corpo jaz abandonado no hall da Funarte, velado pelos próprios sicários. Em paga pela vergonha, oferecem dois CDs por estado e alguns "capilés". É triste! É deprimente e melancólica a quase nula reação da classe musical do país. Salvo a matéria do Hermínio, no Globo, a crônica do Claudio Jorge no próprio blog e algumas reações isoladas, ouve-se em cada esquina a insatisfação de músicos, cantores e compositores, mas, nada que se efetive concretamente.
Os matadores, após desovarem o corpo, hipocritamente, ainda roubaram à identidade do morto e conservaram o nome do projeto na vergonha que inventaram.
Esse defunto ainda é Lázaro: pode ser ressuscitado!
É o momento de abandonar o silêncio."
Escrito por Sóstenes Lima às 18h51
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Texto do Proffa
Cenas X Cenas
Como diria o *Painho: “Af! Me deu uma canseeeira!”
Vez por outra, ficamos assim, meio encafifados, borocochôs... E, né que a gota do computador contribui para isso... Tudo bem! Podemos explicar... É que esse bichinho toda vez que é ligado na internet, aparece com a mensagem conectar... Não é com desdém ou ojeriza; antipatia ou dissabor é quê nos vemos na obrigação de sempre estarmos CONECTADOS ao mundano a fim de enxergar luz nesse imenso terminal, estratosférico, simplista, complexo, imaturo, profano, inconseqüente, insatisfatório, demagogo, libidinoso, animalesco, ufa! Vamos parar por aqui... Fim de túnel... TÚNEL? Não! ESPERANÇA...
E, é por isso, que observamos o cotidiano na sua malemolência habitual... Reflitam a seguir com algumas cenas diárias:
Cena 01: Céu azul, sol latente, homens e mulheres, crianças, muitas crianças convivem com os cães esqueléticos e urubus famintos a brigar por restos de comida no lixão desta cidade...
Cena 02: Restaurantes cheios, bares superlotados, comida farta e boa... Tudo da melhor qualidade... Boa música, belo ambiente, couvert altíssimo... Fartura, farra dura...
Cena 03: Humildes, um mil deles, a cata da lixeira... Comida azeda... Vida amarga; seres obtusos... Rasgam o plástico, comem a “comida”... Vagueiam sem regaço ou a própria vida... Os restos lhes são a fortuna...
Cena 04: Cigarro Marlboro, restos de biscoitos ou de Chitos ao chão... Manchando a cidade travando esgotos e riachos... Rua larga, muito movimento, carros que trafegam em alta velocidade... Diacho! Vão bater pela contramão...
Cena 05: Marquise, calçada, cola, papelão... Corpo ao chão, um morto nobre... Frio de esquina, quina da menina não de vida fácil, não é a vida, não! ... Quer a paixão em trocados...
Cena 06: Farra universitária, futura doutora, álcool em demasia, fumo do bom... Calcinha de renda, a última prenda é o boquete no calouro virgem... Tem nada, não! ... O pai é juiz, a mãe e deputada não vai sair na televisão...
Cena 07: Na *Vila Brejal, nem todos são iguais... Tem cultura, tem religião, também tem o doido e o ladrão... Tem gente que escreve e que compõe... Tem birita programada, o churrasco fica pra depois... Tem o Quintal Cultural e a verdade... Tem gente séria, contudo pobre... Tem gente homérica e cem por cento nobre... Tem muito além que o coração...
Cena 08: Adespois da eleição, o moço num fala cá gente não... Assembréia? Nem a di Deus e sua turma... Eles nos óia, disconjura, num conhece, não! Fala qui vorte aminhã! Qui ta muito orcupado,oji... Mai já sei o resutado, adespois quiele mi pagá num voto nele na próxima eleição... Mai qui inferno! Isieu tivê liso, lascado e no sufoco?
Por hora já sossegamos... Temos a paz do dia, mas não somos cegos... Esperança nasce para todos (sem ser ufanista ou simpatizante militar de outras épocas), é quê simplesmente não podemos ignorar... Gilberto Gil outrora cantou A novidade: “Oh! Mundo tão desigual, tudo é tão desigual, ô, ô, ô, ô... De um lado esse carnaval, de outro a fome total, ô, ô, ô, ô...”
*01- Personagem de Chico Anízio;
*02 – Bairro que fica a margem da lagoa Mundaú.
Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!
Maceió, 17 de setembro de 2008.
Eduardo Proffa
(Morador da Villa)
Escrito por Sóstenes Lima às 19h10
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Texto do Mácleim

Cara de Sorvete
NÓS, ELEITORES, MAIS DO QUE NUNCA, TEMOS QUE ESTAR ATENTOS E OBSERVAR AS FRESTAS DE REALIDADE QUE, INVOLUNTARIAMENTE, OS CANDIDATOS DEIXAM ESCAPAR.
Até o dia 02, do próximo mês, permanecerá aberta a temporada para o engodo, à encenação, mentiras afrontosas, falsas promessas e, lamentavelmente, raros e verdadeiros propósitos coletivos. Portanto, foi estabelecido um paradoxo: tudo isso é permitido. Tudo, dentro da lei. Tudo, referendado pelas mais altas cortes. Temos até um candidato atrás das grades disputando, com chances reais, uma vaga na Câmara Municipal de Maceió. Nas ruas a poluição sonora incomoda pela mediocridade repetitiva. Os programas do horário político, no rádio e na televisão, seriam realmente cômicos se não fossem pateticamente trágicos. Repletos de personagens felinianos, porém, em enredos de estética trasch. A cada ano eleitoral aumenta a diversidade de figuras despreparadas que pleiteiam uma mamadinha nas tetas do emolumento público, e só. Tamanha diversidade impressiona, pois não tem um único discurso novo; uma proposta em que, de fato, confiar é preciso. A retórica é sempre a mesma e vai das mais escatológicas às mais “politicamente corretas”.
Apesar de algumas restrições, o arsenal disponível para o marketing político é bastante variado. Uma das peças mais utilizadas, ainda é o jingle. Um jingle original e bem feito pode ser capaz de fixar para sempre o nome e a marca de um determinado candidato. Quem não se lembra do Lula lá? Em Pernambuco, as pessoas ainda hoje cantam o frevo ‘Arraes Taí’, feito para a campanha do Miguel Arraes, ao governo do Estado, após sua volta do exílio. Na contramão dessa tese estão as terríveis paródias e os candidatos que se utilizam desse artifício. Mas, como tudo na vida tem seu lado positivo, essa prática de pirataria autoral é um ótimo indicativo do tipo de candidato em quem não se deve votar.
Já que os Jingles estão na berlinda, há mais de vinte anos dei os primeiros passos nesse metier, com o Zé da Flauta e o maestro Eduardo Morelenbaum, na equipe de criação de jingles e trilhas do Stúdio Máster, no Rio de Janeiro. Dessa época, lembro-me da minha visão ingênua sobre a prática da política profissional e de algumas histórias interessantes.
Uma delas teve como protagonista um candidato a prefeito de Sobral (CE). No briefing estava escrito que o nome dele era José Maguari. Na época, Maguary era uma marca de sorvetes que havia feito uma fusão com a também fabricante de sorvetes, Kibon. Nada mais lógico, então, que o refrão do jingle ficasse assim: “que bom, que bom / Maguari na prefeitura / que bom, que bom / com ele é beleza pura...” Tudo muito bom, tudo muito bem, o jingle foi enviado para Sobral, o Zé da Flauta animado com o trocadilho genial que ele havia criado, quando, dias depois (nesse tempo nem se pensava em internet), toca o telefone do Master. Era o próprio José Maguari, querendo saber quem foi o “carioca imbecil” que achou que ele tinha cara de sorvete.
Para que não fique a impressão de que no Ceará os políticos não têm visão para perceber uma boa idéia, dessa vez, foi diferente. O cidadão chamava-se Manoel Novais e era candidato a prefeito de Porteiras (CE). Para minha surpresa ele se mostrou de porteiras abertas (desculpe o infeliz trocadilho) à nossa proposta. Assassinamos a gramática mas não perdemos a chance de fazer o refrão do jingle, assim: “com Manoel nóis vai / com Manoel nóis vai / posso ate falar errado / mas meu voto é acertado / é Manoel Novais.” Não sei quem convenceu quem de que isso daria certo. Mas, o fato é que Manoel Novais foi. Ganhou a eleição, feliz da vida com o jingle que fizemos.
Minha visão ingênua daquela época, sobre a política e seus atores, não mais existe. Hoje não consigo estabelecer um ponto cognitivo ou emocional capaz de me envolver profissionalmente com o atual panorama político do meu país. Por isso, faz tempo que me afastei desse metier. No lugar, restou-me a certeza de que nós, eleitores, mais do que nunca, temos que estar atentos e observar as frestas de realidade que involuntariamente os candidatos deixam escapar, mesmo sob a maquiagem perniciosa do marketing político. Seja na qualidade do jingle, seja no discurso elaborado ou na falta dele, temos a obrigação de saber quem não merece ser votado. É importante o exercício-cidadão do voto sem fisiologismos, refletido a partir das futuras conseqüências, já que o nosso utópico controle democrático é cada vez mais frágil e ilusório, a começar pela falsa impressão de que o eleitor vota no candidato e não no partido.
Do outro lado, os partidos não têm qualquer interesse em exigir dos candidatos o mínimo de coerência com os fictícios conteúdos programáticos, descompromissados que são com ideais e responsabilidades sociais, atuam apenas como aglomerados de interesses pessoais, na prática do alpinismo político e econômico das caras de sorvete.
www.macleim.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 11h51
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Elas cantam bossa

Escrito por Sóstenes Lima às 08h47
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Texto de Mácleim - Dia de Praia
SÃO QUASE DOIS SÉCULOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA, QUE NOS FOI PRESENTEADA, E AINDA NÃO CONSEGUIMOS EVOLUIR DE UMA ECONOMIA PRIMÁRIA E SUAS ESDRÚXULAS RELAÇÕES PATRONAIS.
Sou adepto de que as coisas devem ser movidas a provocações. Por isso, como a minoria dos alagoanos deve saber, no próximo dia 16, terça-feira, comemora-se 191 anos da emancipação política de Alagoas. A denominação da data, por si só, já diz tudo. Principalmente quando descobrimos ser irrefutável o fato de que, ao sermos emancipados por D. João VI, e desde então eximidos da tutela de Pernambuco, estamos até hoje reféns das estripulias políticas da elite alagoana e seus postulantes.
Aliás, verdadeiros mestres que são, há muito tempo desbancaram a fama dos mineiros na arte da prática política. E sejamos justos: alguns dos nossos conseguiram essa “façanha” com um elevado grau de periculosidade. Especialmente, em quesitos encontrados no código penal, pertinentes aos escândalos que, volta-e-meia, envergonham e humilham o pacato e ordeiro povo alagoano.
Claro, para toda regra existe a exceção. Porém, nesse caso, até a exceção parece fugir à regra. É evidente que o exercício da política profissional, nos tempos atuais, exige de quem decide entrar nessa arena (sem trocadilho), que, em algum momento, tenha que abrir mão de certos princípios éticos e morais. Essa prática, por definição, deve ser a condição sine qua non para os políticos que trafegam com desenvoltura nesse metier. Quem não estiver disposto a esse tipo de concessão, nem consegue entrar no jogo.
Porém, o assunto aqui é a emancipação política de Alagoas, observada sob outro ponto de vista, é claro. Sendo assim, não vou me ater à velha página histórica do nosso passado, até porque a história de 1817 é, literalmente, outra história. Nebulosa e sob o signo da traição. Mas não deve ser à toa que, apesar de pequenino, Alagoas é fértil na tradição em gerar expoentes políticos que vão desde Deodoro, passando por Floriano, até chegar ao super-herói caçador de marajás, que, aqui, foi forjado escalando todas as instâncias. Deve haver alguma explicação lógica para tanta pujança política, nem que seja no caldo do sururu.
Contudo, maquiavelicamente, a política praticada pela elite alagoana não é, nem nunca foi, capaz de gerar desenvolvimento e bem-estar para o povo. Pelo contrário, ainda continuamos a reboque do nosso antigo tutor e, em vários setores, somos sinônimo de atraso e desconstrução da condição humana. São quase dois séculos de emancipação política, que nos foi presenteada, e ainda não conseguimos evoluir de uma economia primária e suas esdrúxulas relações patronais, que remontam à época do Brasil colônia. Culturalmente, nossos jovens formam bandas que copiam a estética da música feita em Pernambuco. O que, de certo, autoriza o Lenine (compositor pernambucano) a dizer, em um show feito em Maceió, que se sentia no quintal de casa.
Então, essas comemorações que as autoridades promovem, para louvar a emancipação política de Alagoas, só fazem sentido sob uma micro-ótica direcionada ao núcleo da questão. Daí que, a cada ano, tornam-se mecânicas e, evidentemente, revelam-se uma mera obrigação cívica, imposta pelo Estado. Portanto, só valem à pena quando caem num belo dia de sol, para que os alagoanos possam gozar um dia a mais de praias e água fresca. www.macleim.com.br |
Escrito por Sóstenes Lima às 12h00
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SEMINÁRIO ECONOMIA DA CULTURA EM ARTES VISUAIS
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18 E 19 SETEMBRO 2008
MACEIÓ/AL
P R O G R A M A Ç Ã O
Dia 18 - quinta-feira
9h
Abertura do Seminário
Secretário de Cultura do Estado de AL / Osvaldo Viégas;
Secretário Adjunto de Cultura do Estado de AL / Álvaro Otacílio de Araújo Vasconcellos Neto;
Magn. Reitora UFAL Profª Ana Dayse R. Dórea;
Dir. Sup. Sebrae Arq. Marcos Vieira ( 30’ )
9:30h
O desenvolvimento cultural e o desenvolvimento econômico, o ambiental e o social nos âmbitos global e local (1h e 30’ )
Palestrante: Vítor Ortiz (RS)
Diretor da Bienal de Artes Visuais do Mercosul e diretor do Instituto Hominus, de Porto Alegre. Um dos responsáveis pela elaboração do documento Agenda 21 da Cultura, aprovado por mais de 700 cidades, estados e províncias de todo o mundo no Fórum de Autoridades Locais de Porto Alegre, em 2004, no marco do Fórum Universal das Culturas de Barcelona. Foi diretor do Centro de Programas Integrados da Funarte/Ministério da Cultura, onde coordenou as ações do Centro de Documentação, das Edições Funarte, de criação e implantação do Canal Funarte na internet e também o projeto das Câmaras Setoriais de Artes Visuais, Circo, Dança, Música e Teatro.
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14h
Ações de fomento e desenvolvimento na Cadeia Produtiva das Artes Visuais (20')
Apresentação BNB
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15h
Produção e Consumo Culturais na Contemporaneidade: a revolução na arte continua ( 30’ )
Palestrante: Prof. Dr. Ronaldo Bispo dos Santos (AL)
Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, professor adjunto do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas, Diretor do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes da UFAL.
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15:30h
Cultura visual alagoana em trânsito: os jogos travados entre a identidade da tradição e as novas traduções da identidade.
Palestrante: Caroline de Gusmão (AL)
Arquiteta e urbanista formada pela UFAL, atual mestranda em Dinâmicas do Espaço Habitado. Desde 2000 atua na área de pesquisa, curadoria e docência relacionadas à teoria, crítica, história e estética das artes visuais. Foi pesquisadora-bolsista do CNPq, desenvolvendo projetos orientadas pela profa. Dra. (USP) Célia Campos, a saber, “Cultura Alagoana: a Questão da Visualidade Plástica em Maceió” e “Análise da Produção Plástica Contemporânea em Maceió”, de onde resultaram inúmeros artigos sobre a produção artístico-cultural contemporânea local publicados em periódicos locais. Foi professora substituta do departamento de arquitetura da UFAL e membro do Conselho Curatorial da Pinacoteca/ UFAL. Atualmente é docente do ensino superior na ESAMC e no Cesmac.
Dia 19 - sexta-feira
9h
A economia das artes visuais (2h)
Palestrante: Prof. Dr. Paulo Miguez (BA)
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Pesquisador na área de Políticas Culturais.
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14h
Arte e Economia: processos de valoração dos produtos artísticos e o papel do Estado (2h)
Palestrante: Prof. Dr. Cleomar Rocha
Pós-doutorando em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUC-SP), Doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA), Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem (UnB), professor do Programa de Pós-graduação em Cultural Visual da UFG, gerente de Metodologia e Projetos da Power.com, membro da diretoria da ANPAP - Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas.
Atualmente reside em Goiânia e Rio de Janeiro.
S E R V I Ç O
Data: 18 e 19 de setembro de 2008
Horário: 9 às 12h e das 14 às 17h
Local: Memorial à República
Av. da Paz - Jaraguá - Maceió/AL
Inscrições gratuitas. Envie e-mail para adjunto@cultura.al.gov.br
ou pelos fones (0..82) 3315-1915 / 1920 / 6551
Maiores Informações: (0..82) 8856-5030
Realização: Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas
Parceria: Ufal e Sebrae
Escrito por Sóstenes Lima às 06h49
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Coluna do Proffa
As veis é a vera, as veis é a brinca...
Caminhando e cantando, já estamos pra lá de quarenta primaveras e vez por outra as lembranças afloram o pensar... Uns dizem que é nostalgia... Outros caem na zombaria, apostando que é velhice... Cá com os botões, acreditamos que sejam arroubos da paixão com a verdade. Algum desavisado poderia indagar: - Ué! Qui quiá verdade tem haver com isso?
É o seguinte, na infância (onde a boa-fé não era moeda de troca, nem a amizade démodé), podíamos acreditar em quem nos rodeava sem medo... Andávamos com fé a pé ou de avião... O carinho e a liberdade eram ingredientes para a profícua estadia enquanto passageiro terrestre... Acreditávamos nas pessoas olhando-as nos olhos e segurando-lhes as mãos.
Hoje, não! Hoje é bem diferente. Principalmente em época eleitoral...
Lembramo-nos quando crianças, que nossas aspirações eram comuns a todos. Uma bola canarinho fazia a alegria da galera... Uma simples varinha bastava para a farra do esconder-pêia... Um pedaço de tijolo e uma casca de banana davam vida para o avião (que a globalização deixou-o com o nome de amarelinha)... Com um ferrinho jogávamos furão... Tinham as chimbras (mais uma que virou bolinha de gude... Não sabemos nem o que é gude!) para jogarmos papão... E muito mais, a raia (que virou pipa), a cabra-cega, o garrafão, o esconde-esconde, o polícia e ladrão (tute bona gente), o queimado, o pão-duro, o pega-pega, a galinha trepada, o rouba-bandeira e tantas outras manifestações que cultuavam nossa estima, nossa benevolência, nosso bem-estar... Lógico havia nossas rusgas, nossas brigas, contudo eram sempre passageiras; o brincar e o brigar eram análogos. Quando o nível de stress (que naquele tempo era raiva) ia ao limite, um olhava para o outro e perguntava: “Você qué brigá a vera ou a brinca?”
É companheiros a estrada segue... Alguns não estão mais entre nós, outros perdemos o contato... Porém nunca nos esqueceremos daqueles que nos mostraram que viver em harmonia e lealdade era simples... Que partilhar era uma demonstração de grandeza... Que construção se fazia com prazer e dedicação...
Refletindo sobre o passado concluímos que para sermos um tantico de nada mais felizes devemos, ainda, olhar no olho e segurar na mão do outro... Acreditamos por fim que quando estávamos na vida a brinca, ali sim é que era a vera.
(E não pensem que é síndrome de Peter pan. Falando nisso, por onde andará a Wendy?)
Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!
Maceió, 11 de setembro de 2008.
Eduardo Proffa
(Morador da Villa)
eduardoproffa@yahoo.com.br
Escrito por Sóstenes Lima às 06h44
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Texto do Mácleim
O Que Não É, Sendo
AQUI, NO NOSSO BALNEÁRIO SURREAL, COM SUA PERMISSIVIDADE PROVINCIANA, TUDO É POSSÍVEL E AINDA ESTÁ POR SER FEITO.
Se existe uma coisa que tem me trazido aborrecimentos e dividendos que vão além dos olhares enviesados, é essa mania de ter interesse pelo que está errado. E não tem jeito; tal anomalia fica mais evidente à medida que o tempo passa e vou ficando com a sensação de discernimento mais apurada. Para cair na minha rede não precisa, necessariamente, que a o todo esteja errado, basta que a forma como foi feito denuncie o erro. Pronto. Já será o suficiente para me incomodar. E antes que tentem descontextualizar minha argumentação, digo logo que os meus próprios atos também estão sob o crivo dessa ótica. Não sou daqueles para quem os fins justificam todos os meios. Aliás, nesse caso, seria bem mais cômodo ficar quieto e assumir um comportamento de avestruz. Afinal, sou um dos selecionados à atual edição do Projeto MISA Acústico. E que fique bem claro: o erro, em questão, não está no projeto em si. Ele, o erro, foi estabelecido através da utilização do MISA Acústico como v |