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Queridos leitores, saudade.
Andei meio arisco e meio avesso a escrever. É uma sensação esquisita, mas acontece nas melhores famílias de blogueiros da Inglaterra.
Deparei-me hoje com essas fotos do Festival do IZP e peguei-me pensando em como é muito mais gratificante o reconhecimento sincero do público do que os meandros internos de comissões julgadoras. Postarei outras fotos nesses dias.
Irina esteve maravilhosa naquela noite e essa é a minha maior lembrança.
Fico feliz com minhas parcerias de palco.
Voltei, blog. Foi a saudade que me trouxe pelo braço.
E o festival de Cinema de Penedo, hein Mácleim??
Abraços em todos.
Sóstenes

Escrito por Sóstenes Lima às 08h46
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Crônica do Proffa
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Rua Luzia Suruagy (a cem metros de um palácio)
Poderia ser uma rua qualquer, mas não! Ela é especial. Está a cerca de cem metros de um palácio... Tira-nos do sufoco diário, do trânsito caótico do meio-dia... Sua extensão é pequena e é estreita na largura... Lá no céu um mundo inteiro, cá na terra uma aventura... Vemos os olhos dessa rua, não têm brilho... Sentimos o seu cheiro, com máscara seria mais puro... Sua ornamentação é no mínimo exótica enfeitada por porcos em todos os lados com direito a tamanhos e texturas múltiplas... Vira e mexe estão ali entalados nas valetas ou abaixo da pequena ponte que temos obrigatoriamente que passar; seu valor inestimável na geografia possibilita o tráfego furtivo, ainda desconhecido da grande Maceió, que nos faz ultrapassar da Rua das Árvores ao Bomparto em minutos...
Inicia nos fundos do antigo Ceasa. Logo de primeira o odor lacrimal; em seguida, depois de alguns buracos para o desvio e o acumulo de lama que vem do braço de riacho, subimos a ponte onde do seu lado esquerdo tem uma barbearia (que geralmente está cheia), do lado direito um lixão exemplar, digno de um estado rico (que não é o nosso caso) e sem compromisso moral com a população (este sim), bem junto a um curral; algumas casas depois, a igreja evangélica; cinco metros após tem dois barzinhos, um defronte ao outro, normalmente com pessoas pra lá de sorridentes, não sabemos se pelo ar ou o aguardente, sabemos que em dia frio ou dia quente estão por lá; andando mais uns metros, do lado direito, um armarinho com sua vitrine a luz do dia mostrando suas roupas com uma plaqueta: "qualquer peça R$ 5,00"; mais quinze metros um quebra-carro (Não companheiros, aquilo ali não é um quebra-mola!); se tropeçarmos, cairemos de frente ao bar da sinuca que é uma festa só: crianças e velhos numa fraternidade indefinida, como se a jogatina desse o puro alimento à própria vida; tem a serralharia no lado direito e a lojinha de eletrônica no lado esquerdo; do mesmo lado só que na frente, onde nunca vimos um pingo de gente tem a mercearia; no final da rua a padaria, a cabeleireira e a escola, e nós a fim de irmos embora para poder chegar em casa e brincar com nosso filho... E sonharmos novamente, de ser gigante, de ser herói, um astronauta ou um cowboy... Dar vida aos sonhos...
Sim! Já sonhamos em ser príncipe, morar em castelos e salvar as donzelas dos dragões...
Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!
Maceió, 21 de outubro de 2008.
Eduardo Proffa
(Morador da Villa)
eduardoproffa@yahoo.com.br
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Novos endereços, o Yahoo! que você conhece. Crie um email novo com a sua cara @ymail.com ou @rocketmail.com.
Receba GRÁTIS as mensagens do Messenger no seu celular quando você estiver offline. Conheça o MSN Mobile! Crie já o seu!
Escrito por Sóstenes Lima às 19h13
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Tempos Modernos, por Mácleim
Tempos Modernos
TUDO NÃO PASSOU DE UMA RELES CÓPIA DO CONCEITO JÁ UTILIZADO NAS PARTITURAS DE JOHN CAGE.
Cena 1: Festival de Cinema de Penedo
O público começa a chegar. Terá início a avant-première do filme que a partir dessa sessão estará em cartaz nos melhores cinemas do ramo. Aparentemente heterogêneos, os cinéfilos merecem sim, sob o ponto de vista coletivo, o rótulo de “público cabeça”, cujo destaque vai para a individualidade excêntrica de cada espectador.
Cena 2: Nouvelle Film Caeté (co-produção do “G5 alagoano”)
Começa o filme, toca mais um celular, espirros, tosses, pipocas ruidosas em bocas ávidas, tudo dentro da normalidade de uma sessão que se convencionou chamar de cinema de arte. Créditos na tela, trilha sonora apoderando-se do sistema sound round, personagens sendo apresentados em movimentos frenéticos da câmera estiloza dos diretores. Lentamente a atenção do público vai sendo capturada e, lá pelos vinte minutos de projeção, já não se ouve mais o barulhinho irritante dos sacos de pipoca sendo assediados por mãos gulosas. Talvez, os sacos já estejam vazios e descartados ou então o filme finalmente conseguiu alimentar outros sentidos lúdicos/gustativos.
Cena 3: Chock
A exibição é interrompida abruptamente com um corte seco de imagem e som. Aliás, mais do que seco, o corte é sertânico, satânico, enfim... A tela fica cega e muda. Por quase três minutos não se vê nem se ouve absolutamente nada, a não ser um chiado intermitente com pequenas e bruscas variações de freqüência.
Cena 4: Suspense
Platéia passivamente calada e absorvida pela visão do nada, projetado na tela. Ligados no que não acontecia, ou no que poderia acontecer, os cinéfilos como que paralisados vêem, ou melhor, apenas sentem os minutos passarem à revelia dos seus cérebros que, na condição pouco reveladora da sala escura, sabe-se lá o que pensam.
Cena 5: Bla Bla Bla
Saída do cinema. Comentários da platéia dividida em opiniões e expressões gestuais. Uns, procuram justificar uma modernidade forçada. Outros estão perdidos entre a realidade e a fantasia, na procura da originalidade, o que provoca opiniões non sense. Um senhor de barbicha, afaga-a dramaticamente e sentencia: “a anticontextual e pouco ortodoxa idéia dos diretores em expor nosso livre pensamento, propondo uma interação factual com o filme, durante a predominância do vazio, foi um avanço. Daqui pra frente, a exemplo do cinema-novo, o cinema alagoano terá definitivamente seu lugar no pódio das vanguardas pós-modernas”. De imediato é contestado pelo amigo: “bobagem, tudo não passou de uma reles cópia do conceito já utilizado nas partituras de John Cage.” Enquanto isso, a mocinha moderninha e descolada desiste de procurar alguma coisa no mochilão e esclarece para a turma: “Demorou mermão, foi chocante, tá ligado? Hiper-irado e totalmente conceitual a ausência de imagem e som, ta ligado? Se liga aí, quebrou o barato da cena anterior, careta e entediante.”
Cena 6: Final(mente)
Cinema vazio. Copos de refrigerante e sacos de pipoca abandonados, secos, murchos, esquecidos, prontos para a reciclagem. Corta a cena para a sala de projeção e o técnico, meio que injuriado e resignado, comenta com o lanterninha: “assim não dá, pô! Já falei, se não concertarem logo a porcaria desse projetô(sic), daqui pra frente vai ser sempre essa merma fulerage(sic). Ainda bem que essa galera ficou pianinho e eu não acendi a luz”. Dito isso, da um chute na velha maquina, pega a Playboy de sempre, apaga a luz da cabine e vai embora.
Ficção ou não, pela segunda vez, foi adiada a volta do Festival de Cinema de Penedo.
www.macleim.com.br
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Escrito por Sóstenes Lima às 14h32
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Eu e a Lemniscata
Eu e a Lemniscata
Para a grande maioria dos humanos do sexo espermatosante, aventurar-se pelos meandros do universo feminino é como assistir a um jogo do CRB, na atual série B do campeonato brasileiro. Sabe-se que a derrota, seja lá qual for o adversário, são favas contadas, mas uma mórbida curiosidade instiga-os a comparecer ao estádio. O que se repete em cada jogo do “galo” também acontece a cada tentativa de compreensão, cognitiva ou não, dos campos ovulados. Se o futebol já foi definido como uma caixinha de surpresas, onde o imponderável sempre pode acontecer (com exceção do CRB, é claro), a capacidade feminina para alteração da rota, inesperadamente, ao menos parece ser sinalizada. Porém, é aí onde repousa a casca da banana e o charme da questão. Nem sempre, ou quase sempre, não nos é concedida à clemência de decodificar tais sinais. Talvez, não sejamos capazes e, por isso, não aprendemos ainda. Talvez, nunca sejamos e não faça mesmo nenhum sentido em sê-lo.
Com o tempo, e a persistente (má)intenção do approach e seus deliciosos desdobramentos, detalhes quânticos e porosos “desde a serra da barriga, às grutas do coração”, como canta Gilberto Gil, são setas para a interpretação de alguns sinais onde vislumbramos algumas conclusões Auxiliadoras, Aparecidas, Graças, Lindas, Belas, Rosas, Brancas e afins. E nada é exatamente o que parece ser. Tudo carece de tradução pelo refinado código dos sinais encantadoramente femininos.
Se o contato é verbal, tecnicamente, o indicado é gravar em MP3 e depois escutar em reverso, de trás pra frente. Funciona como revelar uma fotografia não-digital: impressiona pela quantidade de informações não percebidas no momento do clik. Porém, se for escrito, tipo e-mail ou sites de relacionamento, preste muita atenção no real significado de cada palavra. Quase nunca estará aparente. Cada palavra terá um sentido subliminar.
Neste ponto é fundamental alguma experiência, geralmente adquirida muito mais pela recorrência do que pela real compreensão dos signos femininos. Se de repente ela começar a se despedir com a palavra AMIGO, assim com maiúsculas, desista! Parta para outra, porque você, em algum momento, demonstrou que não tem a intenção de ser amiguinho dela, e, ela, nem isso. Aliás, tem casos que nem carece de tradução, a não ser pelo fato do comportamento masculino ser diametralmente oposto. É quando, por exemplo, o papo vai evoluindo, evoluindo... e, de repente, ela some sem avisar. Às vezes, reaparece meses ou anos depois, como se nada tivesse acontecido. A dica é a mesma: desista! Parta para outra, não fique alimentando ilusões. Apareceu alguém nada virtual e o recado foi dado sem sequer uma frase que denuncie a fuga.
Já que o Gil foi citado, e até por uma questão de equilíbrio na dose do dendê, cito também o Caetano Veloso quando ele canta que não tem inveja das mulheres em uma série de coisas, menos da longevidade e dos orgasmos múltiplos. Pois bem, se inveja eu tivesse, teria do Chico Buarque que conseguiu de todas elas a complacência e generosidade em admitir a possibilidade de um homem traduzir a alma feminina em canções.
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Escrito por Sóstenes Lima às 17h05
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Agenda semanal
Agenda Tudo Mais
Clique no link.
http://www.tudoalagoas.com.br/Agenda%20Alagoas%20eh%20Mais%20Cultura.htm
Escrito por Sóstenes Lima às 08h36
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Novos ares para a música brasileira
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Novos ares para a música brasileira.
Nesta semana em Brasília, um grupo de especialistas em políticas culturais convocados pelo Ministério da Cultura ira avaliar o resultado da Câmara Setorial de Música. Será a última reunião da Câmara, que será substituída pelo Colegiado Setorial de Música, instância de proposição do CNPC - Conselho Nacional de Políticas Culturais. Neste ambiente foram realizadas as analises feitas pelos Fóruns Estaduais de Música ao Governo Federal. Também na Câmara Setorial de Música foi fundado em 2005 o Fórum Nacional de Música. A classe hoje organizada, percebe o momento histórico para a música brasileira, no passado áreas como a saúde, a educação e o trabalho tiveram a unificação de suas legislações, agora será a vez da cultura. Desde a implantação do Plano Nacional de Cultura e do Sistema Nacional de Cultura foram realizadas analises e diagnósticos que hoje estão no CNPC e em breve estarão no Congresso Nacional deflagrando um processo continuo de renegociação. As analises das políticas publicas de cultura, estavam paradas desde 2006 e agora tem forte retomada. Considerado pelo meio musical como uma grande conquista, o processo que se formou é inédito e segundo as classes brasileiras da música, estas nunca haviam sido ouvidas desde a base em suas regiões através de uma ação técnica e sistematizada.
A retomada da Câmara Setorial de Música, agora como Colegiado Setorial de Música se dá em um momento muito importante. Com a queda da industria fonográfica internacional, foi retira da pauta os interesses do poder econômico, dando vez aos interesses da população brasileira, dos artistas e dos micro empresários. A reunião promovida pelo Ministério da Cultura nesta quarta, dia 15 no hotel Carlton em Brasília, terá como prioridade a avaliação dos resultados práticos alcançados, tratando também do funcionamento do novo Colegiado que se forma.
Os debates devem continuar quentes em Brasília, pois existe a promessa de que alguns assuntos polêmicos devem continuar na pauta do Colegiado. Questões como criminalização do jabá, reserva de mercado artístico regional na mídia (principio constitucional 221), regionalização das verbas da lei Rouanet, retorno da educação musical obrigatória no ensino fundamental, mudança da legislação de direito autoral, revisão da lei da OMB (Ordem dos Músicos do Brasil) e inicio dos estudos de um possível processo do governo brasileiro contra os paises hegemônicos na produção de conteúdos de entretenimento de massas na OMC (Organização Mundial do Comércio). Sendo esta última proposta feita pelo Paulista radicado em Curitiba, Manoel J. de Souza Neto, pesquisador, produtor cultural, estudante de ciência política e autor do livro A[des]Construção da Música na Cultura Paranaense. Manoel, que é autor de diversos manifestos e pesquisas relacionadas ao tema estará em Brasília apresentando relatórios técnicos que podem endossar o governo a tomar tais medidas.
A chapa deve esquentar para as gravadoras nesse inicio de primavera.
Serviço:
Reunião de formação do Colegiado Setorial de Música e reunião final da Câmara Setorial de Música.
Data: Quarta dia 15 de outubro de 2008.
Hotel Carlton, Brasília.
Fonte: F.P.M.P.R
Data: 12/10/08 |
Escrito por Sóstenes Lima às 08h50
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O Que É, Sendo
O Que É, Sendo
NÃO PRETENDO SER NENHUM ROBIN HOOD PROVINCIANO. MAS, BEM QUE A SECULT PODERIA DIVIDIR, COM OS MEUS COLEGAS DA ATUAL EDIÇÃO DO MISA ACÚSTICO, O QUE SERIA O MEU CACHÊ.
Em clima de crise e preocupação com a econômica mundial, sei exatamente a limitação do interesse que a cobrança de ingressos no Projeto Misa Acústico, pode despertar. Sei, porque desde que levantei esta lebre, no artigo O Que Não É, Sendo, descobri que o tema passou muito mais por um viés pessoal, uma leitura particular dos fatos, e não foi capaz de sensibilizar o coletivo, por mais resumido que este seja. No entanto, mesmo com o universo resumido pela falta de interesse no debate, acredito ser necessário botar um ponto nesta questão. Ao mesmo tempo quero apresentar minhas desculpas e justificativas para aqueles que, generosamente, pretendiam ir à nossa apresentação no Projeto Misa Acústico, no próximo sábado (11).
Quem acompanha o que escrevo e não tem apenas dois neurônios preguiçosos, como os meus, lembrará que no tal artigo, acima citado, fui contra a cobrança de ingressos na atual edição do Misa Acústico. Pois bem, com exceção do Sóstenes Lima e do Felix Baigon, artistas selecionados para esta edição do projeto, que demonstraram interesse em debater a questão, os demais sequer deram um retorno. Nem ao menos pelo endereço do Fórum Permanente de Música de Alagoas. Portanto, suponho que avalizam e concordam com as mudanças de regras efetuadas pela Secult, na atual edição do Misa Acústico. Sendo assim, respeito à opinião e o silêncio das pessoas diretamente envolvidas.
Vale salientar que a Secult, através de nota enviada a mim, por e-mail, em nome do Senhor secretário, posicionou-se veementemente contra o referido artigo, pontuando em 10 itens uma vã tentativa de descontextualizá-lo. Obteve minha réplica, ponto por ponto, e a afirmativa de que os meus questionamentos, por mais críticos que sejam, visam sempre contribuir no afã de avançarmos através de uma consciência crítica, livre, democrática e, portanto, necessária.
Como os fatos têm demonstrado, com exceção dos artistas que já conseguiram formatar seu próprio público, ao que parece, a ausência significativa da platéia nos shows dos demais não sofre qualquer influência da cobrança de ingressos. Não, pelo ponto de vista de alguns colegas e dos gestores da Secult. Então, não me resta mais nada a fazer a não ser respeitá-los e continuar discordando (um direito que, no mínimo, cabe a este escrevinhador). Principalmente, nessa latitude onde mais de 80% dos votos da população foi para um único candidato, o que sugere algo endêmico e impressiona pelo poder de fragilizar qualquer argumento contestatório.
Portanto, fiz o que me pareceu ser absolutamente lógico e coerente fazer. Daí, transcrevo agora a minha solicitação à direção do Misa:
Prezado José Marcio,
Em virtude de ter assumido um posicionamento contrário à cobrança de ingressos, na atual edição do projeto Misa Acústico, reitero o meu ponto de vista ao tempo em que solicito que no próximo dia 11 do corrente mês, data agendada para minha apresentação no referido projeto, não aconteça à cobrança de ingressos e, portanto, a entrada seja fraqueada ao público.
Cabe-me, também, comunicar que o indeferimento do meu pedido implicará a não realização do show. Tal decisão está fundamentada no respeito ao público e em virtude da coerência que entendo deva existir entre opinião e ato. Além disso, não encontrei argumentos que me convencessem do contrário e, assim, optei pela manutenção do meu ponto de vista sobre esta questão.
Prestados os esclarecimentos necessários, tenho certeza da vossa atenção, compreensão e um retorno imediato.
Atenciosamente...
A resposta fica fácil de adivinhar e veio pelo ofício 659/08-GS, da Secretaria de Estado da Cultura. Aliás, aproveito para fazer uma singela sugestão, uma última solicitação à Secult, que tenho certeza não será indeferida. Já que existe a dotação orçamentária prévia para o pagamento dos cachês, e, no meu caso, não irei recebê-lo, que tal dividi-lo entre os meus colegas que fazem parte desta edição do Misa Acústico? Caberia exatamente R$ 51,52 (cinqüenta e hum reais e cinqüenta e dois centavos), para cada um. Não é nada não é nada. Não é nada mesmo!
www.macleim.com.br
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Escrito por Sóstenes Lima às 08h18
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Aiégua Artes e Negócios - 16/out
Aiégua Artes e Negócios apresenta:
Mercadorias e Futuro, um espetáculo de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado) sobre arte, comércio e direitos autorais. Lançamento do Livro Açougue + Pelema (Poema na pele) + Pojazz (videopoemas), de Tainan Costa. + Bazar = Livros, CDs e DVDs de artistas alagoanos. + Maracajá: Exposição Virtual. + Debatepapo. + Mestre de Cerimônia: Beto Brito. + Sorteio de produtos Chilli Beans.
16.outurbro.2008 - 19h Teatro do Marista
Ingressos Antecipados: R$ 30 (int.) - R$ 15 (meia) *Em breve na Chilli Beans - Shopping Iguatemi
Ingressos no Local: R$ 40 (int.) - R$ 20 (meia)
Saiba tudo sobre o projeto em... www.aiegua.com.br/artesenegocios
__._,_.___
Escrito por Sóstenes Lima às 08h09
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Show
Espetáculo
Do cordel ao blog: uma viagem de sonhos
Sóstenes Lima se apresenta dia 9 no projeto Som no Arena
Talita Marques
Divulgação

Músico Sóstenes Lima
O projeto Som no Arena, organizado pela Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal), traz ao palco do teatro de Arena Sérgio Cardoso no próximo dia 9, às 19h, o espetáculo musical de Sóstenes Lima intitulado "Do cordel ao blog: uma viagem de sonhos".
A banda que acompanha o compositor nesse show — que registra os últimos cinco anos da trajetória de Sóstenes no grupo Vestindo a Carapuça — é formada pelos músicos Toni Augusto (guitarra), Félix Baigon (contrabaixo), Wilson Miranda (percussão) e Ludmila Monteiro (vocal de apoio).
A simbologia da literatura de cordel foi eleita por ser uma das mais importantes expressões artísticas do Nordeste, e muito rica, por ser abastecida de música, artes gráficas e literatura, especialmente a de tradição oral. Sóstenes coloca a simplicidade do cordel em contraponto ao mundo virtual: "Se o cordel é, por um lado, uma forma de olhar o mundo com a inocência dos tempos antigos e a sabedoria das camadas populares, temos no ciberespaço a feira eletrônica global, na qual as inquietações humanas explodem em múltiplas linguagens", comenta.
A cenografia do espetáculo inclui um elemento típico da cultura popular nordestina, a xilogravura, produzida pela paulista Juliana Rego e transposta para tecido pelo também artista plástico Deyves. Além disso, compõem o cenário as mandalas de Tchello d'Barros.
O repertório do show combina músicas do cd "Todas as Carapuças" com outras do próximo álbum de Sóstenes, previsto para 2009. Serão apresentadas, dentre outras, composições de Luiz Tatit e Lula Queiroga. Estão confirmadas as participações de Júnior Almeida e da cantora Irina Costa, que interpretará "O Cravo e a Rosa", música vencedora do prêmio Lusavox em Portugal.
Os próximos espetáculos do projeto Som no Arena serão Deyves, no dia 13 de novembro, com o espetáculo "Arteiro Cai no Samba", e Naldinho, no dia 11 de dezembro, com show de nome "Raízes: Traços Contemporâneos". Os ingressos têm preço popular: R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (estudante e acima de 60 anos). Informações adicionais podem ser obtidas pelo número 3315-5665.
Escrito por Sóstenes Lima às 22h24
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Texto do Mácleim
Mercado da Solidariedade
TRANSFORMAR O EXCLUÍDO EM UM PRODUTO É EXERCER O CRUEL PRINCÍPIO DA ESCRAVIDÃO. COISA QUE O NOSSO PAÍS TEM TRADIÇÃO E CÁTEDRA.
O cineasta Sergio Bianchi, em seu filme Quanto Vale ou é Por Quilo?, evidencia a transformação da miséria em produto do crescente e atual mercado da solidariedade. Não disponho de números estatísticos nem vou me dar ao trabalho de pesquisá-los para precisar a quantidade de ONGS (organizações não-governamentais) que proliferam como gremlins com os mais criativos programas voltados para atender a todo tipo de carências. É claro que se deve separar o joio do trigo, mas, é claro também que tem gente “esperta” ganhando muito dinheiro com isso. Foi criado um mercado para exploração de um produto, a miséria. É óbvio que este mercado não vai deixar seu produto desaparecer e secar a fonte que gera dividendos pseudo-sociais e polpudos lucros. Quem, em perfeito estado de avareza, destrói sua galinha dos ovos de ouro?
Os problemas nunca irão acabar porque, do contrário, pessoas vão perder seus empregos de intermediários. Com toda lucidez que lhe é peculiar, Sergio Bianchi, em entrevista à revista Bravo, apontou um dos cernes da questão quando disse que, até por uma questão de instinto de sobrevivência, pessoas que vivem de problemas querem que o erro continue. Faz sentido o seu ponto de vista, principalmente, quando afirma achar imoral esse mercado da solidariedade.
Transformar o excluído em um produto é exercer o cruel princípio da escravidão. Aliás, coisa que o nosso país tem tradição e cátedra. Fomos o país com o maior número de escravos de toda a história da humanidade. E, como se isso não bastasse, fomos também o último país a acabar formalmente com a escravidão. Detesto recorrências simplórias, mas, que jeito... Assim, que interesse tem os políticos nordestinos em solucionar, por exemplo, o problema da seca no Nordeste?
Embora um deputado ou senador, medíocres, pareçam abestalhados falantes, com certeza eles não degolariam suas galinhas dos ovos de votos. Pela quantidade de tubarões de gravata, nadando nas águas rasas do projeto de transposição do São Francisco, alguém aí acredita que a turma da galinha dos votos de ouro não dará um jeito para a permanência do status na acintosa “indústria da seca”?
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Escrito por Sóstenes Lima às 22h15
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Texto do Proffa
Um ato de Gozar
Muita coisa nos faz gozar... O gozo é encarnação divina da essência... Nos seres, dito humanos, divagamos em muitas atmosferas... O prazer desfrutado em alguns momentos é deveras eficaz para o declínio do inferno (se bem que de vez em quando, ele próprio, é extremamente delicioso)... Mas não vamos sair do foco principal... O gozo.
O gozo por se só já se descreve: latente, eficaz, soberbo, transpirante, oxigenador, melódico, e extremamente fugaz... Contudo estonteantemente eficaz.
Ele é variávelmente tempestivo... Pode ser turbulento ou silencioso, contudo é sempre sincero... Lógico com raras exceções... O magistral é que a felicidade lateja em nosso sorriso sem perturbação numérica, quer dizer: horas, dias, meses, anos... O importante é estar lá em pleno êxtase profundo... Nosso corpo precisa dessa injeção de ânimo... Queremos nos transpor, nos iludir, nos esbaldar entre a luxúria e a religiosidade; entre a noite e o amanhecer; entre a picanha e o exercício... O embate é salutar para que a angústia do dissabor seja derrotada pelo sorriso... É a fúria da emoção tele-transportada em fração de segundos ao mais alto estágio de delírio... É o sublime beijar o néctar dos Deuses e se lambuzar, sem pudor ou remorso... Ah! O gozo...
O barato é a forma que cada um tem para deleitar-se nessa questão... O divino é a satisfação do cliente... Sem dó nem piedade essa é a verdade... Devemos e podemos gozar a vida nos seus demais predicados.
Agora a pouco gozei... Com uma efervescência assustadora... Vou contar-lhes...
Estive alguns dias fora da cidade... Longe da minha família e dos meus... Bom, aconteceu o que eu previa... Cheguei de madrugada, muito cansado e fui dormir... Perambulei pela cama o dia inteiro... No final da tarde fui à praia de Ponta Verde com meu filho mais novo e minha esposa... Andei na areia, corri no mar, olhei as estrelas e a noite foi meu infinito... Sangrei pelo prazer de estar na minha terra, como num rompimento de períneo desatei a esvair-me em sangue, este puro, renovador, lubrificante... Que delícia a brisa no rosto, a tapioca quentinha... Que maestria ouvir as palhas dos coqueiros e nesse furor passageiro, gozei!... Gozei por inteiro, pois estava plenamente satisfeito em saber que a vida tem muitos caminhos e todos eles me levam e trazem a Maceió... Como diria o Zé Renato; “E pela estrada que me leva a Maceió, eu conheci você contando estrelas.”
Um forte abraço e Viva a Villa Caeté!
Maceió, 25 de setembro de 2008.
Eduardo Proffa
Escrito por Sóstenes Lima às 22h14
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